Festas clandestinas são fechadas na cidade de SP; eventos reúnem até 1.500 pessoas

Fiscais flagraram confraternizações em local fechado, aglomerado e pessoas sem usar máscara. Estado entrou na fase vermelha, mais restritiva do plano flexibilização econômica na sexta-feira (25) e permanecerá até o dia 27. Depois voltará novamente nos dias 1°, 2 e 3 de janeiro de 2021. Fiscalização fecha festas clandestinas em SP
Mesmo com todo estado na fase vermelha, mais restritiva do plano de contenção ao coronavírus, durante a madrugada deste sábado (26) fiscais fecharam festas clandestinas que aconteceram na capital paulista.
Uma das festas fechadas acontecia no Trocipal Butantan, na Zona Oeste de São Paulo. O evento foi encerrado pela operação por volta das 0h e estima-se que 1.500 pessoas se aglomeravam no local, a maioria, não utilizava máscaras
Os guardas metropolitanos, policiais militares e agentes de saúde descobriram a festa, pois desconfiaram da grande quantidade de veículos estacionados em frente ao clube.
Quando os fiscais chegaram ao local, as portas fechadas, a música tinha sido desligada e os frequentadores da festa estavam em silêncio. Lonas foram colocadas nas janelas e portas da casa para disfarçar a aglomeração.
“Fecharam, inclusive, as portas de emergência, justamente para tentar evitar o ruído, para evitar que fossem vistos ali e que as luzes e sons se propagassem para fora e que fosse notada a presença deles no evento. O que diga-se de passagem, potencializa o risco de contaminação pelo coronavírus”, disse o policial militar, Eduardo Barbosa do Nascimento.
Quando as portas foram abertas foram encontradas quase 1.500 aglomeradas nos fundos da casa de festas. Foram necessários 15 minutos para que todos deixassem o local. O grupo dispersou aos poucos, mas muita gente ficou nas ruas, ao lado da casa noturna.
“90% do pessoal que estava dentro da casa de shows estavam sem máscara, sem camisa, um ambiente muito quente, todos praticamente suando e se tiver alguém contaminado ali, provavelmente passou pra todos que estavam no local”, disse o guarda civil metropolitano, Roberto dos Santos.
Ainda, segundo o guarda, o espaço era fechado e as pessoas não estavam respeitando o distanciamento social.
“Sem ventilação [..] muita gente, aglomerada, sem espaço, sem os espaços do decreto, de afastamento”, disse Roberto.
O proprietário do espaço de festas não foi encontrado. A informação era de que a casa tinha sido alugada para um terceiro. O promotor do evento se apresentou como responsável e foi levado para a delegacia de policia civil.
“[Os proprietários do espaço] Serão sim identificados, serão chamados no inquérito e será apurado criminalmente a conduta dessas pessoas”, disse o policial Eduardo Barbosa do Nascimento.
Poucas horas depois a força tarefa encerrou outra festa que reunia cerca de 500 pessoas na Vila Villagio, no Jardim Aeroporto, na Zona Sul de São Paulo. Os responsáveis pelo espaço fugiram com a chegada da polícia.
Também foi registrada aglomeração na praça Charles Miller, no Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo. Várias pessoas se reuniram em volta de carros com música alta e desrespeitaram o distanciamento e uso obrigatório de máscaras.
A multa para os empresários é de 5 mil reais, por cliente sem máscara. Além das fiscalizações, qualquer pessoa pode denunciar pelo telefone 0800 771 3541.
De acordo com os infectologistas, cada 100 pessoas contaminadas podem transmitir o vírus pra pelo menos outras 140, 150. Em locais sem ventilação, o risco é ainda maior, cada 100 podem contaminar outras 200 pessoas.
A reportagem procurou os donos das casas noturnas, mas não conseguiu contato.
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