Filho de mulher morta a facadas em Leme correu para pedir ajuda


A ajudante geral Antonia Leuda de Sousa, de 34 anos, foi assassinada em casa pelo companheiro. Antonia Leuda de Sousa foi assassinada pelo companheiro em Leme
Arquivo pessoal
O filho da mulher morta com 20 facadas em Leme (SP) pelo companheiro na sexta-feira (25) correu para pedir ajuda ao ver a mãe ser agredida.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o menino foi para a casa da vizinha, que é babá dele, e contou o que aconteceu.
A ajudante geral Antonia Leuda de Sousa, de 34 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ao ser socorrida para a Santa Casa.
O corpo dela foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Limeira. Ela será sepultada Cemitério Municipal São João Batista, em Leme, às 17h deste sábado (26).
Já o autor do crime, Antonio Valdenilson Araujo da Silva, de 31 anos, tentou o suicídio após o crime. Ele foi socorrido e está internado sob escolta da Polícia Militar.
O crime
Delegacia de Leme
Ronaldo de Oliveira/EPTV
O crime aconteceu durante a tarde no Jardim Quaglia e foi registrado como feminicídio.
Segundo a PM, Silva compartilhou um vídeo nas redes sociais contando o que tinha matado a mulher. Nas imagens, ele apare se automutilando.
Amigos do casal acionaram a PM que chegou ao local junto com o Corpo de Bombeiros. O homem foi encontrado no chão da sala e a mulher caída inconsciente na cozinha.
Os bombeiros levaram Antonia para o hospital, enquanto outra equipe atendia o marido dela, que estava alterado e dizia que não queria ser socorrido, que deixassem ele morrer.
Manchas de sangue
Ainda de acordo com as informações do B.O., a residência estava cheia de manchas de sangue, indicando que a vítima tentou se esconder no banheiro e depois correu para a cozinha para tentar pegar algo para se defender. A porta do banheiro tinha sinais de arrombamento.
A PM apreendeu dois aparelhos celulares e duas facas. A Polícia Civil recebeu o vídeo em que o autor do crime assume que matou a vítima. O suspeito ainda não foi interrogado.
O Conselho Tutelar foi acionado e abrigou a criança, já que a família não tem parentes na cidade. Uma tia materna deve pedir a guarda provisória. O menino foi levado para o Lar São Francisco onde é acompanhado por assistentes sociais e um psicóloga.
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