George Clooney adiciona poesia ao fim do mundo em ‘O Céu da Meia-Noite’

Está-se em 2049, e uma hecatombe nunca explicada torna a Terra inabitável; com toda a vida condenada e ele próprio à morte, o astrofísico Augustine (George Clooney) fica sozinho em uma estação no Ártico, tentando contato com uma nave em missão exploratória de outros planetas para que ela não retorne. Fraco, deprimido e perdido nos seus pensamentos, Augustine não sabe o que fazer com a menina que acha escondida na estação: Iris (a excelente Caoilinn Springall), de 9 anos, não fala, mas é curiosa e apegada a Augustine. Nem sempre a alternância dessa trama com a dos astronautas no espaço é harmoniosa, mas o filme, dirigido por Clooney a partir do romance homônimo de Lily Brooks­Dalton, evoca com lirismo a amargura pelo que se perde — como indivíduo e como parte da humanidade. Estreia na quarta, 23, na Netflix.

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