Acusado de ser mandante de homicídio de casal vai a julgamento em Juiz de Fora


O jovem Arthur de Castro Paes Brazil vai a júri popular nesta terça-feira (29). Em novembro de 2019, o executor do crime foi julgado e condenado a 36 anos de prisão. Caio Sérgio Gomes Marques e Luísa Lima Machado foram mortos em julho de 2017 em Juiz de Fora
Redes Sociais/Reprodução
O jovem de 22 anos acusado de ser o mandante da morte do casal Luísa Lima Machado, 22 anos, e Caio Sérgio Gomes Marques, de 24 anos, vai a júri popular nesta terça-feira (29) no Fórum Benjamin Colucci em Juiz de Fora. O casal foi morto a tiros em julho de 2017.
De acordo com o Tribunal do Júri, o julgamento do acusado, Arthur de Castro Paes Brazil, foi iniciado às 9h.
O julgamento de Arthur estava previsto para novembro de 2019, mas foi adiado após a defesa do jovem instaurar um processo de incidente de sanidade mental.
Também em novembro de 2019, o executor do crime, Higor Paulo da Silva, foi sentenciado a 36 anos de prisão após horas de julgamento.
Entenda o caso
Caio Sérgio Gomes Marques e Luísa Lima Machado foram encontrados mortos dentro de uma caminhonete no dia 2 de julho de 2017 no Bairro Previdenciários. A motivação do crime, segundo a Polícia Civil, seria uma suposta dívida entre o mandante do crime e Caio por conta de drogas, mais especificamente, o haxixe.
No dia 19 de novembro de 2019, o julgamento de Arthur, acusado de ser mandante o crime, foi adiado após a defesa do jovem apresentar documentos médicos e solicitar a instauração de incidente de sanidade mental, causando o desmembramento do processo.
Higor Paulo da Silva, na época com 25 anos, foi apontado como o executor. Segundo a denúncia do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Higor, à mando de Arthur, teria efetuado disparos de arma de fogo contra o casal.
Ainda de acordo com a denúncia, Caio vendia a droga e Arthur teria encomendado 200 g de haxixe com a vítima, a quem já estaria devendo. No processo, a informação é que ele teria planejado os homicídios antes que rapaz pudesse cobrar a dívida.
O juiz também pontuou que os dois acusados agiram por motivos torpes. “Arthur mandando matar Caio para diminuir a concorrência na venda do entorpecente e se livrar de uma dívida de droga e, Higor o matando pela promessa de recompensa feita por Arthur.”, afirma o juiz Paulo Tristão em uma parte da sentença.
Higor Paulo da Silva foi condenado 19 anos de reclusão pelo assassinato de Caio e, 17 anos pelo homicídio de Luísa. O juiz negou o direito do réu recorrer em liberdade.
Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.