Acusado de ser mandante do homicídio de casal em Juiz de Fora tem pena decretada


Arthur de Castro Paes Brazil foi condenado pela morte de Caio Sérgio Gomes Marques e absolvido do assassinato de Luísa Lima Machado. Crime ocorreu em julho de 2017. Caio Sérgio Gomes Marques e Luísa Lima Machado foram mortos em julho de 2017 em Juiz de Fora
Redes Sociais/Reprodução
O réu Arthur de Castro Paes Brazil, de 22 anos, foi condenado a 23 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, por ser mandante da morte de Caio Sérgio Gomes Marques, 24 anos. O homicídio ocorreu no Bairro Previdenciários em Juiz de Fora, em julho de 2017.
O crime também vitimou a namorada de Caio, Luísa Lima Machado, de 22 anos. Na sentença proferida pelo juiz Paulo Tristão na madrugada desta quarta-feira (30), o Tribunal do Júri absolveu o réu da morte de Luísa.
O G1 tentou entrar em contato com a defesa do réu, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Ainda conforme a sentença, Arthur mandou matar Caio para “diminuir a concorrência na venda de haxixe e se livrar de uma dívida de drogas”(Entenda mais abaixo).
O julgamento foi iniciado na parte da manhã de terça-feira (29) e seguiu por todo o dia no Fórum Bejamin Colucci.
O magistrado negou o direito de Arthur recorrer em liberdade e também o sentenciou ao pagamento das custas do processo e à uma indenização de R$20.385 aos familiares de Caio, pelo tratamento psicológico que a família comprovou que pagou.
A sessão de Arthur estava prevista para novembro de 2019, mas foi adiada após a defesa do jovem apresentar às vésperas do julgamento documentos médicos e solicitar a instauração de incidente de sanidade mental, causando o desmembramento do processo.
Também no mesmo mês, o executor do crime, Higor Paulo da Silva, foi sentenciado a 36 anos de prisão pela morte do casal após horas de julgamento.
‘Alto risco de violência e indícios de psicopatia’
A denúncia do Ministério Público acusava Arthur de ser o mandante e responsável pela morte do casal e, Higor Paulo da Silva, já sentenciado, como executor destes homicídios.
Entretanto, no entendimento do júri, o réu mandou matar Caio e, por isso, foi absolvido da acusação do assassinato de Luísa.
Na sentença, Paulo Tristão informou que Arthur não tem antecedentes criminais, mas pontuou a personalidade e conduta social do réu.
Conforme laudo pericial e documentos anexados aos autos do processo, o réu tem transtorno de personalidade antissocial e faz uso de diversas drogas.
O magistrado alegou que Arthur não tem “perspectiva e crítica sobre os ilícitos atribuídos a ele, com alto risco de violência e indícios de psicopatia, com postura manipuladora, chegando até a tentar conduzir a entrevista com a médica perita”.
Tristão também considerou que a culpabilidade é elevada no crime, e que Higor, o executor, não teria matado as vítimas “se não fosse por sua vontade”. O juiz reforçou que Caio for morto com um tiro na cabeça de uma arma calibre 45, de uso restrito.
No texto da sentença, também considerado que Arthur agiu por motivo torpe, para reduzir a concorrência na venda de drogas e se livrar de uma dívida.
Entenda o caso
Caio Sérgio Gomes Marques e Luísa Lima Machado foram encontrados mortos dentro de uma caminhonete no dia 2 de julho de 2017 no Bairro Previdenciários.
A motivação do crime era dívida entre o mandante do crime, Arthur de Castro Paes Brazil, na época com 19 anos, e Caio por conta de drogas, mais especificamente, o haxixe.
Higor Paulo da Silva, na época com 25 anos, foi apontado e condenado como o executor. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Higor, à mando de Arthur, entrou na caminhonete para entregar o haxixe à caio e, do banco da carro, efetuou disparos contra o casal.
Ainda de acordo com a denúncia, Caio vendia a droga e Arthur teria encomendado 200 g de haxixe com a vítima, a quem já estaria devendo. No processo, a informação é que ele teria planejado os homicídios antes que rapaz pudesse cobrar a dívida.
Na duas sentenças, o juiz afirmou que “o comportamento das vítimas não influenciou para que o réu agisse da forma narrada na denúncia. Apesar de envolvidas com o tráfico, não agrediram, ofenderam ou praticaram qualquer ato que pudesse amenizar a conduta do réu”.
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