Advogada de Bolsonaro traça estratégia para recuperar contas de aliados derrubadas pelo Facebook

 

Segundo o blog apurou, Kufa tem discutido o tema com um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e já tem uma petição pronta para defender Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, assessor do parlamentar apontado na investigação como um dos principais operadores dessa rede que o Facebook derrubou.

A linha a ser adotada no Judiciário tem sido tratada, nos bastidores, com outros advogados, que podem assumir a defesa dos alvos da investigação, já que ainda não está definido se a advogada assinará as defesas oficialmente. Independentemente disso, Kufa está à frente da estratégia jurídica a ser seguida.

Na semana passada, o Facebook anunciou a remoção de uma rede de contas e páginas, tanto na rede social quanto no Instagram, ligadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a gabinetes da família Bolsonaro. Essas contas estavam envolvidas na criação de perfis falsos e com “comportamento inautêntico” — quando um grupo de páginas e pessoas atuam em conjunto para enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo.

A investigação apontou um assessor do presidente, Tercio Arnaud Tomaz, como administrador de alguns dos perfis que divulgavam fake news. Ele também é um dos integrantes do chamado “gabinete do ódio”.

Investigação sobre fake news preocupa Planalto

A investigação sobre fake news é a principal preocupação do Palácio do Planalto hoje. O governo teme que o inquérito aberto no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, turbine ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro e Mourão, que estão no TSE.

O temor principal é o período que abrange a quebra de sigilo no período eleitoral de 2018 de empresários suspeitos de financiar a rede de fake news.

Mensagens dessa rede de apoio com perfis falsos ligada ao presidente Jair Bolsonaro começaram a ser divulgadas antes da eleição presidencial de 2018. Contudo, se intensificaram muito do fim de 2019, quando foram feitos sistemáticos ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e a outras autoridades classificadas como adversários políticos do presidente.

Essa rede se manteve ativa mesmo depois da instalação da CPI das fake news e da abertura dos inquéritos pelo STF.

Na semana passada, em transmissão online, Bolsonaro reclamou da operação do Facebook. Na live, ele disse que “sobrou para quem” estava ao seu lado, para quem é “simpático” à sua pessoa.


Com Agências