Aes incluem comunidades tradicionais na retomada ps-pandemia

No Paraná, os movimentos sociais e comunidades tradicionais, como quilombolas, povos indígenas e ciganos, estão incluídos no planejamento para retomada da economia no pós-pandemia. Esses segmentos são foco das ações da Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social (Sudis), vinculada à Casa Civil do Governo do Estado, que foi criada no início de 2019 e atua como um braço social do governo.

Segundo o superintendente da Sudis, Mauro Rockenbach, o fortalecimento de ações sociais para retomada econômica do Paraná é fundamental. “Estamos desenvolvendo projetos sociais de moradia por autogestão, de vocações regionais, de inclusão produtiva solidária e atuando com a parceria de órgãos governamentais, empresas parcerias, sempre com o foco nos principais pilares da gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior: Inovação, Infraestrutura e Diálogo Social, para gerar mais renda e empregabilidade nessa retomada pós-pandemia no Estado, afirma Rockenbach.

A Sudis integra o plano de trabalho de um programa de vocações regionais sustentáveis do Paraná, que mapeia os principais segmentos e regiões com potencial de mercado no Estado.

É um estudo ainda inicial feito pela Invest Paraná, com potencial inovador e que pode incrementar a economia do Estado, especialmente no período de retomada pós-pandemia. O estudo será base para um programa de desenvolvimento focado em vocações regionais.

A Sudis fica responsável pela análise social, ou seja, pelo mapeamento de povos e comunidades tradicionais dentro das cadeias de valor a serem trabalhadas. “Esse mapeamento ajudará a identificar a divisão de gêneros no trabalho, revelando as reais condições sociais que dificultam ou apoiam esse grupo, promovendo assim a inclusão socioeconômica dessas minorias”, explicou o superintendente Mauro Rockenbach.

A iniciativa da Invest Paraná conta com apoio das Secretarias do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, da Agricultura e Abastecimento e do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas. Também fazem parte do plano de trabalho o Instituto Água e Terra; o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná); o Paranacidade; o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e representantes de universidades estaduais e comunidade local.

ECONOMIA SOLIDÁRIA – Outra ação da Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social, em andamento, é a  articulação de ações para fomentar, por meio de parcerias entre a sociedade civil e o poder público estadual, empreendimentos econômicos solidários, isto é, baseados em cooperação, solidariedade e autogestão.

O objetivo é estimular empreendimentos de economia solidária, como cooperativas de catadores de papel e associações de artesanato, por exemplo.

A iniciativa tem como base a Lei número 19.784/18, da Política Estadual de Economia Solidária, que tem como finalidade organizar a produção de bens, serviços e consumo que tenham por base os princípios da cooperação, da inclusão social, da gestão democrática, da solidariedade, da distribuição equitativa das riquezas produzidas coletivamente, do desenvolvimento local integrado e sustentável, do respeito ao equilíbrio dos ecossistemas, da valorização do ser humano e do trabalho e o estabelecimento de relações igualitárias entre homens e mulheres.

MORADIA – Outra ação da Sudis é o Programa de Produção Social da Moradia, modalidade por autogestão. O programa está sendo desenvolvido em conjunto com a coordenação do Programa Nossa Gente Paraná, que reúne as secretarias da Justiça, Família e Trabalho; Planejamento e Projetos Estruturantes e do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, e a Cohapar).

Trata-se da construção de novas moradias destinada à população de baixa renda, por meio de soluções como a autogestão. Isso vai possibilitar o acesso a políticas públicas de educação social, geração de renda, autonomia das famílias, povos indígenas e comunidades tradicionais.

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