Amazonas tem 4º pior desempenho em desigualdade na distribuição de renda do país, aponta IBGE


Análise é baseada em indicador mundial que compara distribuição de renda. Igarapé do Educandos, em Manaus está coberto por tapete de lixo.
Rebeca Beatriz G1 AM
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Amazonas é o quarto estado com a maior desigualdade na distribuição de renda do país.
A análise é baseada no índice de Gini, indicador mundial da desigualdade. Em uma escala em que varia de 0 (perfeita igualdade) a 1 (desigualdade máxima, situação em que um indivíduo receberia toda a renda de uma economia), o índice de Gini do Estado foi de 0,568, em 2019.
Com esse resultado, o Amazonas fica atrás apenas dos índices registrado pelos estados de Sergipe (0,580), Roraima (0,576) e Pernambuco (0,573).
O índice de Gini do Amazonas em 2019 foi de 0,568, e o de 2018, 0,546, indicando piora na desigualdade, entre um ano e outro. Em 2012, esse índice era de 0,594. Em Manaus, o índice de Gini de 2019 foi de 0,562; em 2018, era 0,523, e em 2012, 0,586.
Condições de moradia
No Amazonas, em 2019, a proporção de 12,5% de pessoas residiam em domicílios em que não havia banheiro exclusivo do imóvel. Além disso, a proporção de 2,7% das pessoas residiam em casas cujas paredes externas eram construídas predominantemente com materiais não duráveis.
A proporção de 3,6% tinha ônus excessivo com aluguel; 19,9% não tinham o documento de comprovação da propriedade; 19,2% tinham adensamento excessivo, e 40,2%, tinham ao menos uma inadequação nas condições de moradia.
CERCA DE 120 MIL DOMICÍLIOS DO AMAZONAS NÃO POSSUEM ÁGUA ENCANADA
Em Manaus, essas proporções foram, respectivamente, de 1,3%, 1,5% e 5,7%, 11,0%,16,4% e 29,7%.
Ainda em relação às condições de moradia, 57,2% da população do Amazonas não tinham acesso a esgotamento sanitário; 27,8% não eram atendidos com abastecimento de água por rede; e 18,8% não tinham coleta de lixo. Em Manaus, essas proporções foram, respectivamente, de 30,1%, 14,8% e 2,6%.
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