Após decreto, secretaria de educação de Santana adia retorno de aulas presenciais para 2021


Escolas foram fechadas em março com o início da pandemia de Covid-19. Pasta explicou que em consulta, 80% da comunidade se sentia insegura para voltar. Vista aérea do município de Santana
Márcia Facundes/Divulgação
Após decreto no fim de setembro que estabelecia normas para o retorno das aulas presenciais nas escolas, o município de Santana, primeiro do estado a determinar regras para a volta, desistiu da medida e vai continuar com a educação remota, informou o Executivo municipal.
Confira a edição do Diário Oficial que adia o retorno das aulas
A previsão para a volta é 2021 e está condicionada a protocolos estabelecidos pela Secretaria de Educação do município.
A revogação do retorno imediato partiu de pesquisa feita com a comunidade escolar que reprovou a reabertura das salas de aula.
“No próprio decreto trazia uma cláusula onde a Secretaria de Educação fizesse, para esse retorno, um protocolo específico respeitando regras da própria Vigilância Sanitária e Secretaria de Saúde. Fizemos esse levantamento e aproveitamos para fazer uma pesquisa interna, entre alunos e profissionais da educação e o resultado é que mais de 80% estão inseguros sobre essa retomada.”, justificou Cleyton Dias, secretário de educação de Santana.
Cleyton Dias, secretário de educação de Santana
Rede Amazônica/Reprodução
Com o resultado da pesquisa, houve o adiamento do retorno presencial na rede pública, mas que também foi estendido à iniciativa privada, pois as instituições particulares dependem do mesmo protocolo de segurança e de autorização para volta.
“Elas tem a liberalidade do retorno presencial, caso haja anuência da comunidade interna. A maioria também não se sente segura para o retorno presencial, deixamos à vontade. Essas particulares retornam só a partir de selo de autorização”, completou o secretário.
O adiamento da volta presencial das aulas foi publicado no Diário Oficial do Município de terça-feira (13). Mesmo assim, a Secretaria de Educação vai seguir elaborando o protocolo de retorno, que também será aplicado a instituições de ensino superior, cursos preparatórios e pré-Enem.
“E respeitando essa decisão, a secretaria não retornará com as aulas presenciais, continuará com o projeto Escola em Casa, que trabalha com atividades remotas, materiais impressos e digitais e esse retorno presencial só no ano que vem”, finalizou o secretário.
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