Após fraudes no currículo, militares deixam de apoiar novo ministro da Educação

 

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação Carlos Alberto Decotelli da Silva.

De acordo com o jornal O Globo, o apoio foi retirado após serem encontradas inconsistências nas informações que Decotelli informa em seu currículo.

O reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, onde o novo ministro afirma ter feito doutorado, afirmou que Decotelli cursou disciplinas na instituição, mas não é doutor porque sua tese foi reprovada. A Universidade de Wüppertal nega que Decotelli tenha feito pós-doutorado na instituição. Reportagem do UOL também indicou que o mestrado do novo ministro da Educação tem indícios de plágio.

De acordo com O Globo, o ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, e o secretário de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha, estiveram entre os “principais fiadores” de Decotelli. A publicação afirma que o apoio ao ministro pode retornar caso exista uma “justificativa plausível” para as informações contraditórias do currículo.

Nomeado no dia 25 de junho para chefiar o Ministério da Educação após a saída de Abraham Weintraub, a posse de Decotelli estava prevista para a terça-feira, 30 de junho, mas foi adiada. Não há nova data.

Com Agências