Após reportagem, mãe consegue cirurgia para bebê com hérnia e decide doar itens que seriam rifados, em Goiânia


Segundo Ana Caroliny Vitalino, dinheiro é suficiente para pagar todo o tratamento. Por isso, ela decidiu ajudar outra criança que precisa do procedimento: ‘Sei pelo que ele está passando’. Bebê que tem hérnia inguinal consegue tratamento em Goiânia
A dona de casa Ana Caroliny Vitalino conseguiu todo o dinheiro que precisava para pagar a cirurgia do filho, o bebê Benjamin Silva Vitalino, de 1 ano e 4 meses. A ajuda chegou no mesmo dia que o caso da criança, que tem uma hérnia inguinal no órgão genital, foi mostrado em uma reportagem exibida no Jornal Anhanguera 1ª Edição.
Segundo ela, o dinheiro é suficiente para pagar as consultas, a cirurgia e o pós-operatório. Por isso, Ana Caroliny decidiu doar para outra criança que passa por uma situação parecida, os itens que seriam usados em uma rifa solidária.
“As rifas solidárias que eu estava arrecado antes a gente tá doando para uma outra criança que tá com problema maior que o do meu filho. Essa criança não conseguiu nada, ela tá há mais tempo esperando pelo SUS do que o meu filho. Sei pelo que ele está passando e quero ajudar”, disse.
Após conseguir o dinheiro, o bebê já passou por uma consulta e será avaliado novamente por um médico nesta sexta-feira (16). A mãe conta que se os resultados dos exames for aprovado pelo cirurgião, o filho já poderá fazer a cirurgia na próxima segunda-feira (19).
“É um alívio saber que ele vai parar de sentir dor, vai poder viver como uma criança normal vive. Quero agradecer todos que ajudaram e também a equipe da TV Anhanguera que possibilitou que as pessoas pudessem conhecer a minha situação e a do meu filho”, concluiu.
Após reportagem, mãe consegue cirurgia para bebê com hérnia e decide doar itens que seriam rifados, em Goiânia
Reprodução/TV Anhanguera
Hérnia do tamanho de uma “laranja”
A hérnia surgiu como um pequeno caroço ainda em março. À época, a mãe procurou atendimento, mas ouviu de um médico que o caroço poderia reduzir e até sumir com o tempo e que um procedimento cirúrgico não era emergencial no momento.
Mas o caroço só cresceu com o tempo. Ana Caroliny voltou ao médico, onde conseguiu um encaminhamento para o Hospital Materno Infantil (HMI). Foi feito um ultrassom na genitália da criança, que revelou a hérnia inguinal esquerda redutível.
“Quando isso começou, a hérnia era do tamanho do limão galego. Hoje ela está do tamanho de uma laranja. Quando ele se esforça ou faz algum tipo de exercício, a hérnia fica muito roxa. Antes ele não sentia dor, agora reclama até quando evacua. Doí ver ele chorando”, desabafa a mãe.
Benjamin Silva, de 1 ano e 4 meses, precisa retirar a hérnia para eliminar a dor, em Goiás
Ana Carolinny/Arquivo Pessoal
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