Após ser preso, suspeito de matar mulher e jogar em cisterna confessa crime à polícia e diz ter agido por ciúmes


À polícia, suspeito disse ainda que estava sob efeito de droga e bebida alcoólica. Delegado Ricardo Casas informou que ele foi indiciado pelo crime de feminicídio. Principal suspeito de matar Rosiane Cavalcante foi preso no sábado (26) com diversos pertences dela
Reprodução
Após ser preso temporariamente, o suspeito de matar Rosiane Martins Cavalcante, de 26 anos, foi ouvido, nesta segunda-feira (28), e confessou o crime, segundo informou o delegado Ricardo Casas, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.
Rosiane foi achada dentro de uma cisterna no último dia 6, na Travessa JK, bairro Eldorado, em Rio Branco. O suspeito foi preso 20 dias depois, no sábado (26), pela Polícia Civil. O homem foi achado no bairro Tancredo Neves com diversos pertences da vítima, como um colar com o nome dela, o telefone, roupas e produtos que ela revendia.
Na delegacia, o homem disse em depoimento que teria agido por ciúmes e estava sob efeito de droga e bebida alcoólica. O delegado informou que ele foi indiciado pelo crime de feminicídio.
“Ele confessou que praticou o crime. Teoricamente ele teria agido por ciúmes. Ele se relacionava com ela e, nesse dia, ele disse que estava sob efeito de bebida e droga, perdeu a cabeça e praticou o crime”, disse Casas.
O delegado informou que ainda faltam algumas diligências a serem feitas e laudos a serem juntados no inquérito para concluir a investigação e pedir a prisão preventiva do homem.
“A gente tem 30 dias de prisão para concluir as investigações e representar pela preventiva dele. Ele é indiciado agora porque confessou. Então, a gente pode concluir antes dos 30 dias, vai depender de os laudos ficarem prontos e algumas diligências que, encerrando dentro do prazo, a gente relata o inquérito e pede a conversão da [prisão] temporária em preventiva”, acrescentou.
Relembre o caso
O corpo de Rosiane foi achado por parentes que foram até a casa dela após não conseguir contato. Ela foi achada morta dentro da cisterna com um fio enrolado no pescoço.
“Desde o início, o nome dele surgiu diante de informações de testemunhas. O último contato que a Rosiane teve com familiares foi na sexta à noite e depois o telefone dela passou a ser usado por outra pessoa, que se passou por membro de facção. Uma amiga dela foi na casa no sábado [5], chamou e ninguém apareceu. Assim que essa amiga saiu um vizinho viu ele saindo da casa”, informou o delegado.
Suspeito estava com o colar que tem o nome de Rosiane quando foi preso
Ascom/Polícia Civil do Acre
Quando o homem foi preso, o delegado Casas tinha informado que o suspeito já tem passagem pela polícia por tentativa de homicídio e, possivelmente, seja membro de uma organização criminosa que comanda o bairro.
“Ele tinha uma certa intimidade com ela, frequentava a casa dela, tinham um certo relacionamento. Era um ficante, mas não era namorado. Vamos analisar o celular dela que estava com ele. Tudo o que a gente imaginava se concretizou, porque a pessoa que passou a usar o celular dela fez ameaças para parentes, então, só pode ser a pessoa que matou. Se não foi ele, sabe quem foi”, reafirmou.
Após matar a mulher, a polícia acredita que o suspeito fez uma mudança com as coisas dela. Rosiane revendia produtos de beleza, roupas, lençóis, perfumes e essas coisas foram achadas com o suspeito. Casas acrescentou que o suspeito deve ser indiciado por feminicídio e, possivelmente, furto.
“Ela se virava nos 30, pegava roupa e produtos para revender. Foi encontrado parte desses objetos com ele. O suspeito pegou uma mala e fez uma mudança com as coisas dela”, complementou.
Policiais da DHPP cumpriram um mandado de prisão temporária contra suspeito de matar mulher no Acre
Ascom/Polícia Civil do Acre
VÍDEOS: Jornal do Acre 1ª edição
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