Após um 1 ano e 3 meses, seis labradores estão prestes a reforçar equipe do Corpo de Bombeiros no RJ


Cães nasceram em julho do ano passado, frutos do cruzamento de uma cadela dos Bombeiros com um cachorro da Polícia Militar. Treinamento desenvolveu disciplina, destreza, equilíbrio e coragem. Cães estão no final do treinamento para atuar no Corpo dos Bombeiros
Seis labradores estão prestes a reforçar as equipes de salvamento do Corpo de Bombeiros do RJ. Eles nasceram em julho do ano passado e estão em treinamento constante, o que lhes garantiu disciplina, destreza e coragem.
Os cães são frutos do cruzamento de uma cadela dos Bombeiros e um cão da Polícia Militar. Os filhotinhos foram apresentados pelo RJ1 quando ainda eram amamentados.
Filhotes dos bombeiros há pouco mais de um ano, com dias de vida
Reprodução/TV Globo
Disciplina é a palavra de ordem no treinamento, que acontece no 2º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente dos Bombeiros, em Magé. Segundo o primeiro-tenente William José Pellarano, eles começaram a ser treinados desde o nascimento.
“Eles nasceram no quartel e treinam desde o seu segundo dia de vida. Estão na última fase da sua formação, e acreditamos que em alguns poucos meses eles estarão aptos para ir sozinhos para os socorros”, disse.
Os seis labradores Rio, Apolo, Gaia, Boss, Hunter e Thor, com Drako, um pastor belga
Reprodução/TV Globo
Os seis labradores foram batizados Rio, Apolo, Gaia, Boss, Hunter e Thor. Junta-e a eles o Drako, um pastor belga que também está na fase final de treinamento.
Em uma das atividades do treinamento, os cães têm que passar por um túnel feito com tecidos. Segundo a veterinária Fabiana Christina Guimarães Franco, que é primeiro-tenente do Corpo de Bombeiros, o exercício serve para acostumá-los a ambientes com pouco espaço e para ganhar confiança no condutor.
“O túnel serve para acostumar os cães a espaços confinados, escuros. E ter confiança no condutor, que está direcionando ele ao caminho do perigo. Então, você aumenta esse vínculo de confiança também”, explicou Christina.
Cão em simulação de resgate
Reprodução/TV Globo
Outro exercício aos quais os cães são submetidos é fazer a travessia de uma ponte. É uma atividade que exige muita dedicação.
“É um exercício difícil, que faz com que o filhote tenha cada vez mais equilíbrio e coragem em lugares que são desnivelados ou estranhos e muito difíceis para nós, seres humanos. Mas os cães têm uma capacidade enorme de desenvolver essa habilidade de transpor obstáculos”, destacou o primeiro-tenente William José Pellarano.
A veterinária que acompanha os cães destacou, ainda, que o treinamento, além de condicionar a saúde física deles, também desenvolve a atividade mental.
“São cães completamente saudáveis. Nenhum deles tem qualquer tipo de problema de saúde. E vale lembrar que o exercício é importante para a parte mental do cão também. A gente tem que lembrar que esses cães aqui têm a parte nutricional toda controlada, individualmente. Eles fazem muito exercício, e esse condicionamento é progressivo. A gente não pega um cão de um dia para o outro e condiciona desse jeito”, enfatizou.
Outro destaque do treinamento é a supervisão, que é feita por uma cadela — no caso dessa matilha, a mãe, Lua, ficou por perto. Numa simulação de resgate em soterramento, por exemplo, se ela latir significa que a busca foi bem-sucedida.
“A Lua é uma cadela de 5 anos, labradora. Ela já está pronta há bastante tempo. Então, ela tem muita experiência. Atuou em missões em Brumadinho e na Muzema. Então, o que a gente quer, na verdade, é que esses cães tão jovens peguem essa experiência num primeiro momento para depois atuar sozinhos”, explicou a veterinária.
Daqui a 3 meses, os seis cães estarão em campo.
Cão-estagiário dos bombeiros do RJ
Reprodução/TV Globo
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