Área onde funcionava empresa Saturnia é vendida em Sorocaba


Área foi leiloada no final de 2019, mas a Justiça anulou porque o comprador não fez o pagamento. Depois, o local foi colocado novamente à venda e de forma direta. Área onde funcionava a fábrica de baterias Saturnia, em Sorocaba, foi vendida
Reprodução/ TV TEM
A área onde funcionava a antiga empresa Saturnia foi vendida em Sorocaba (SP) depois que duas empresas do setor imobiliário compraram o imóvel pelo valor de R$ 4 milhões.
A área foi leiloada no final de 2019, mas a Justiça anulou porque o comprador não fez o pagamento. Depois, o local foi colocado novamente à venda e de forma direta.
Para garantir que as dívidas deixadas pela massa falida da Saturnia sejam pagas, a última decisão da Justiça, no começo de outubro, determinou a alienação judicial do local, ou seja, que a área é a garantia e só vai ser liberada da hipoteca depois do pagamento integral do valor.
Área onde funcionava empresa Saturnia é vendida em Sorocaba
A Justiça ainda vai expedir o termo de missão de posse e os moradores esperam que as queimadas e garimpo ilegal de chumbo sejam cessados.
De acordo com o administrador da massa falida da Saturnia, Sadi Montenegro, a partir de agora, os novos donos da área devem se responsabilizar pela segurança do local.
“Incêndio, fumaça, policia florestal, guarda civil, esses problemas a massa falida conviveu até agora e agora ela passa a quem comprou sabendo dessas responsabilidades que já são problemas de segurança, publica, problemas de saúde pública”.
O administrador explica que primeiro são pagos os créditos extra concursais, que são aqueles que são fora da falência e depois começam os pagamento dos créditos trabalhistas.
Queima de material tóxico próximo à antiga Satúrnia incomoda moradores em Sorocaba
Arquivo Pessoal
Garimpo de chumbo
Por mais de 30 anos funcionou no terreno uma das maiores fábricas de baterias automotivas do Brasil. Depois que a empresa faliu, a área ficou abandonada até ser descoberta por garimpeiros. Várias pessoas foram atrás de restos de chumbo descartados e enterrados irregularmente na área.
Na época, o TEM Notícias apurou que o material tóxico era vendido para lojas de ferro velho. A denúncia foi feita há quase dois anos pela TV TEM e pelo G1.
Amostras retiradas do solo foram enviadas para análise em um laboratório da Universidade de São Paulo (USP), onde especialistas constataram a presença de substâncias prejudiciais à saúde.
Segundo o advogado da massa falida, as baterias foram armazenadas em uma área de 10 a 15 metros quadrados. Sadi diz também que não há mais garimpo no local, apenas pessoas em busca de carcaças de plástico.
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