Até a véspera do fim da campanha, 6,7 milhões de crianças ainda precisavam ser imunizadas contra a pólio, diz Ministério da Saúde

Público-alvo era de 11 milhões de crianças. Campanha nacional de multivacinação e de vacinação contra a pólio termina nesta sexta (30); estados poderão continuar de acordo com o planejamento e estoques locais. Cobertura vacinal das imunizações infantis estava em 65,8% até a quinta-feira. Campanha de multivacinação é prorrogada em vários estados
O Ministério da Saúde informou, na quinta-feira (29), que 6,7 milhões de crianças brasileiras ainda precisavam ser vacinadas contra a poliomielite, na véspera do encerramento da campanha de imunização. O número equivale a cerca de 60% do público-alvo da vacina.
Lançada no dia 5, o objetivo da campanha, que termina nesta sexta (30), era vacinar cerca de 11 milhões de crianças de 1 até 5 anos de idade incompletos contra a doença. No primeiro ano de vida, a criança deve receber três doses da vacina contra a pólio, com reforço aos 15 meses e 4 anos.
Além da pólio, a campanha nacional também oferece todas as outras vacinas do Calendário Nacional de Imunização, que protegem contra cerca de 20 doenças. Crianças menores de 1 ano e com 5 anos ou mais e adolescentes de até 15 anos também podem ser imunizados, conforme as doses previstas no calendário.
Todas as vacinas são oferecidas de forma gratuita, nos postos de saúde, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Prorrogação nos estados
Por causa da baixa cobertura atingida, o Ministério da Saúde informou que os estados poderão continuar com as campanhas de acordo com o planejamento e estoque locais.
Ao menos dois estados já informaram que vão prorrogar suas campanhas por mais duas semanas: Pernambuco e São Paulo. Em Pernambuco, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, 180.980 crianças de 1 até 5 anos de idade incompletos ainda precisam ser vacinadas contra a pólio.
Cobertura baixa
Segundo os dados mais recentes do DataSUS, atualizados até a quinta-feira (29), a cobertura vacinal das imunizações infantis estava em 65,8%. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e a pólio.
A vacina com cobertura mais alta, a pneumocócica, tinha alcançado apenas 76,51%.
Cobertura vacinal infantil no Brasil até 29/10
Os índices de imunização no Brasil vêm caindo desde 2013, segundo dados do DataSUS.
E as taxas baixas já têm consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o dia 26 de setembro, foram confirmados 8.169 casos de sarampo no país. Outros 456 estavam em investigação. Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentravam o maior número de casos, com 7.912 no total.
No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença.
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