Barbatuques faz ‘Canto de Xangô’ ressoar com as vozes e o baticum corporal do grupo


♪ “Eu sou negro de cor / Tudo é só amor em mim / Tudo é só amor para mim”. Os versos com que se apresentou em 1966 o eu-lírico do afro-samba Canto de Xangô ressoam após 54 anos nas vozes e no baticum do grupo paulistano Barbatuques.
Em atividade desde 1997, com som criado a partir da mistura de vozes com efeitos percussivos extraídos dos corpos dos integrantes do grupo, o Barbatuques aborda com arranjo de André Hosoi a composição de Baden Powell (1937 – 2000) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), lançada pelos autores no álbum Os afro-sambas (1966) com toda a carga de ancestralidade africana que pautou a criação do repertório deste antológico disco conceitual.
A intenção do Barbatuques foi fazer Canto de Xangô trilhar outros caminhos harmônicos sem perder a ênfase na batida dos tambores, adaptada para linguagem corporal do som do grupo.
Feita pelo Barbartuques nos estúdios 185 (por Beto Mendonça) e no estúdio Trampolim (por Fábio Barros), tenso sido mixada e masterizada por André Magalhães, a gravação de Canto de Xangô foi lançada em single que chegou ao mercado fonográfico na sexta-feira, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
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