Bovespa opera em alta, com Covid-19 nos holofotes


Na quarta-feira, Ibovespa fechou em queda de 1,05%, a 106.119 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (19), em dia marcado por recuo nas principais bolsas no exterior, com o crescimento de casos de Covid-19 e novas medidas de restrição para tentar frear o avanço da doença ofuscando o otimismo recente por expectativas atreladas a uma vacina contra o coronavírus.
Às 10h32, o Ibovespa subia 0,36%, a 106.499 pontos. Veja mais cotações.
Na quinta-feira, a Bolsa fechou em queda de 1,05%, a 106.119 pontos. Na parcial do mês, o Ibovespa acumula alta de 12,95%. No ano, tem queda de 8,24%.
Cenário externo e local
Lá fora, os mercados de ações operam em queda com as notícias sobre o aumento da Covid-19 no mundo e novas restrições como o fechamento de escolas em Nova York.
A disseminação do coronavírus nas grandes economias reforçavam a cautela em meio a temores de que a economia global não consiga emergir da recessão causada pela pandemia.
“No Japão já se fala numa terceira onda, algo preocupante e escolas estão fechando novamente nos EUA e aqui. Com isto as bolsas de valores lá fora estão em queda quase generalizada”, destaca a equipe da Mirae Asset em nota a clientes.
Nova York retoma medidas de restrição contra a Covid-19 nesta sexta (13)
Nem mesmo o reforço da promessa da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, de que haverá fortes estímulos monetários em dezembro reanimou os investidores, que parecem já ter esticado a euforia o suficiente depois dos testes de sucesso na reta final das vacinas da Pfizer e da Moderna desde a semana passada.
As chances de desdobramentos econômicos da pandemia em 2021 no Brasil também seguem no radar, com o mercado atento a riscos de permanência de gastos emergenciais, o que prejudicaria a já frágil situação fiscal do Brasil.
Na véspera, a agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating “BB-” de crédito soberano brasileiro, mas manteve a perspectiva negativa, o que sinaliza riscos de rebaixamento da nota à frente, alertando para a deterioração das contas públicas.
Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a “saída fácil” é furar a regra do teto de gastos, mas que o governo não fará isso porque seria “irresponsabilidade com as futuras gerações”.
Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa
Variação do Ibovespa em 2020
Economia G1
VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.