Brasil ultrapassa 6 milhões de casos da Covid-19; especialistas vivem semanas de apreensão

Nesta sexta-feira, 20, o Brasil ultrapassou a marca de 6 milhões de contaminados pelo novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 38.397 mil novas infecções nas últimas 24 horas. Em números absolutos, o Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos, com quase 12 milhões de casos, e da Índia, com 9 milhões. A infectologista da Unicamp Raquel Stucchi disse os médicos estão vivendo as duas últimas semanas com apreensão. “Neste momento sabemos que nós não estamos testando mais, ao contrário, testamos menos que há dois meses, mesmo com todo esse número. Se eu sei que tenho uma quantidade grande de casos, terei também de pessoas que vão ter a doença na forma mais grave e vão precisar de hospitalização”, apontou.

O Ministério da Saúde registrou mais 552 novas mortes em decorrência da Covid-19, elevando os óbitos para 168.613 mil. Em número absoluto de mortos, o país só perde para os Estados Unidos, onde mais de 253 mil pessoas perderam a luta contra a doença. Mais de 5,4 milhões de brasileiros já se recuperaram da doença. Segundo a Universidade Universidade Johns Hopkins, ao todo, mais de 57 milhões de pessoas contraíram o coronavírus no mundo e mais de 1,36 milhão morreram em decorrência da Covid-19. Na corrida pela vacina, a Pfizer e a BioNTech solicitaram, nos Estados Unidos, a aprovação emergencial da vacina desenvolvida por elas.

Em comunicado, as companhias dizem que também submeteram o imunizante para aprovação por agências reguladoras de outros países, como Austrália, Canadá e Japão, além de órgãos europeus. A infectologista Raquel Stucchi está animada com os avanço de várias vacinas, porque serão necessárias milhões de doses. “O ideal é que nós tenhamos realmente vários laboratórios produtores para podermos atender o maior número de pessoas possível e proteger contra a Covid. Essa notícia de vários laboratórios, trabalhando com tecnologias diferentes, mas apresentando bons resultados, aumenta nossa esperança de controlar a doença vacinando um maior número da população”, disse. A agência que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos informou que a decisão sobre o aval ao imunizante deverá ser tomada a partir dia 10 de dezembro.

* Com informações do repórter Afonso Marangoni

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