Câmara do Rio marca para esta quarta a instalação das CPIs dos ‘Guardiões do Crivella’ e do ‘QG da Propina’


Cada comissão tem cinco vereadores. Está prevista a escolha do presidente e do relator de cada grupo. A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro marcou para esta quarta-feira (30) as reuniões de instalação de duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) sobre a gestão do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) — a do ‘QG da Propina’ e a dos ‘Guardiões do Crivella’.
Nessas sessões deverão ser eleitos o presidente e o relator das CPIs.
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Marcelo Crivella
GloboNews
‘O QG da Propina’
Às 10h, está prevista a instalação da CPI do QG da Propina, sobre um suposto esquema de corrupção na prefeitura, a partir da Riotur.
A comissão vai analisar as denúncias da operação do Ministério Público do RJ e da Polícia Civil que, no último dia 10, cumpriu 22 mandados de apreensão – um deles contra Crivella, que teve o celular apreendido.
As investigações, iniciadas no ano passado, partiram da colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso pela Operação Câmbio, Desligo.
No depoimento, Mizrahy chama um escritório da prefeitura de “QG da Propina”.
Crivella e Rafael Alves
Fantástico
Segundo a delação, o operador do esquema era Rafael Alves. Rafael não possui cargo na prefeitura, mas tornou-se um dos homens de confiança de Crivella por ajudá-lo a viabilizar a doação de recursos na campanha de 2016.
Depois da eleição, Rafael emplacou o irmão, Marcelo, na Riotur e, segundo o doleiro, montou um “QG da Propina”.
Mizrahy afirma que empresas que tinham interesse em fechar contratos ou tinham dinheiro para receber do município procuravam Rafael, com quem deixavam cheques. Em troca, ele intermediaria o fechamento de contratos ou o pagamento de valores que o poder municipal devia a elas.
Marcelo Alves foi exonerado da Riotur em 25 de março.
Na ocasião, Crivella disse que considerou a ação “injustificada, já que sequer existe denúncia formal e eu não sou réu nesta ou em qualquer outra ação”.
Membros da CPI:
Átila A. Nunes (DEM);
Dr. Jairinho (Solidariedade), líder do governo;
Dr. Jorge Manaia (Progressistas);
João Mendes de Jesus (Republicanos);
Prof. Célio Lupparelli (DEM).
Os ‘Guardiões do Crivella’
Às 13h, está marcado o início dos trabalhos da CPI dos Guardiões do Crivella.
Funcionários da Prefeitura do Rio, pagos com dinheiro público, faziam plantão na porta de hospitais municipais para atrapalhar reportagens e impedir denúncias de problemas na Saúde. O esquema era combinado em grupos de aplicativo de mensagens. Um deles foi denominado “Guardiões do Crivella”.
Fotos de funcionários da Prefeitura do Rio que integram esquema de ‘guardiões’ na porta de hospitais
Reprodução/TV Globo
A cúpula do governo municipal fazia parte de um dos grupos. O telefone do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, constava na relação.
O prefeito assumiu que estava no grupo, mas que nunca participou. Uma testemunha disse que Crivella enviava mensagens parabenizando as ações.
A Prefeitura do Rio mandou uma nota conjunta em que afirma que “funcionários ficam nas portas dos hospitais para esclarecer a população”.
Membros da CPI:
Átila A. Nunes (DEM)
Dr. Jorge Manaia (Progressistas);
Felipe Michel (Progressistas);
Inaldo Silva (Republicanos);
Teresa Bergher (Cidadania).
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