Camaro amarelo: motorista vai a juri por homicídio de trânsito no Ingleses

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, em sessão na tarde desta quinta-feira (20), rejeitou o pedido da defesa e confirmou o juri popular para o empresário Jeferson Rodrigo de Souza Bueno, de 30 anos, que dirigia o Camaro amarelo que atropelou e matou uma pessoa na madrugada de Ano Novo de 2017, no bairro Ingleses. Ele responde por homicídio consumado e três tentativas de homicídio, além do crime de omissão de socorro.

Cristiane Flores, de 31 anos, morreu no local. Seu marido, Nilandres Lodi, precisou amputar as duas pernas. O casal mantinha um comércio próximo ao local do acidente. A terceira vítima foi Gean Matos, de 22 anos, um amigo do casal, que sofreu traumatismo craniano e lesão em um dos pulmões, mas também sobreviveu. Na época do atropelamento, Jeferson pagou uma fiança de R$ 70 mil, no entanto, ele foi liberado.

Em abril de 2018, quando já respondia o processo pelo crime de trânsito em Florianópolis, Jeferson foi preso em Sapiranga, na Grande Florianópolis, Rio Grande do Sul, suspeito de crime de receptação qualificada. Segundo a Polícia gaúcha, ele teria receptado uma carga de metal roubada, avaliada em R$ 150 mil. Em janeiro, ele já havia sido detido por furtar energia elétrica em uma fábrica de fivelas em Araricá, no Vale dos Sinos.

(Foto: divulgação)

Segundo o desembargador Sidney. Dalabrida, relator do recurso, há amplo material probatório nos autos a indicar que o acusado imprimia alta velocidade em movimentada via pública e, ao ser ultrapassado por outro veículo, logo após uma lombada, acelerou bruscamente para impedir que este completasse a ultrapassagem.

Desta forma, colidiu contra a lateral deste outro carro, perdeu o controle da direção, saiu da pista, chocou-se contra um terceiro automóvel e, desgovernado, atropelou três pessoas até chocar-se num quarto carro. A denúncia.ressalta que o motorista do Camaro fugiu do local sem prestar socorro às vítimas, demonstrando apenas preocupação com os danos causados ao seu veículo.

Segundo Dalabrida, a prova pericial demonstrou velocidade excessiva para o local, cujo limite é de 60km, logo após uma lombada e faixa de pedestre. Afirmou o relator que as provas demonstram que Jeferson agiu com desprezo com a vida humana e com dolo eventual. Por isso, concluiu, deve ser julgado pelo Júri Popular. A decisão de negar o recurso do réu foi unânime.

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