Campanha de Trump desiste de ação que questionava votação em Michigan


Advogados da campanha disseram ter retirado o processo nesta quinta porque atingiram seu objetivo — que era impedir a certificação do resultado da eleição presidencial no estado. Mas a certificação já foi feita na terça. O ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, fala na última noite da Convenção Nacional do Partido Republicano nesta quinta-feira (27)
Convenção Nacional do Partido Republicano/Reprodução
A campanha do presidente Donald Trump, que perdeu a reeleição para o candidato democrata Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (19) ter retirado o processo em que tentava parar a contagem de votos no estado de Michigan.
Apesar de Biden ter vencido a eleição presidencial americana, o atual presidente não reconheceu o resultado e entrou com uma série de ações na Justiça para tentar reverter a derrota.
Sem apresentar provas, Trump alega uma suposta fraude na apuração de alguns estados em que perdeu (entre eles, Michigan). Mas até agora nenhuma autoridade reportou qualquer irregularidade na contagem dos votos.
O processo no estado tentava impedir a certificação do resultado na região de Detroit, a capital de Michigan, e a campanha do presidente disse ter retirado a ação por ter conseguido atingir seu objetivo — o que não é verdade.
O advogado de campanha de Trump, Mark “Thor” Hearne II, afirmou que o processo não era mais necessário porque “o conselho de fiscais do condado de Wayne se reuniu e se recusou a certificar os resultados da eleição presidencial”.
O advogado de Trump (e ex-prefeito de Nova York) Rudolph W. Giuliani também disse em comunicado que a campanha havia alcançado seu objetivo. “Estamos retirando nosso processo em Michigan como resultado direto da obtenção do alívio que buscávamos: impedir que a eleição no condado de Wayne fosse certificada prematuramente antes que os residentes pudessem ter certeza de que todos os votos legais foram contados e todos os votos ilegais não foram contados”.
Mas o resultado foi certificado na terça-feira (17). Fiscais republicanos chegaram a barrar a certificação dos resultados do condado de Wayne, onde fica Detroit, mas voltaram atrás depois.
Na noite de quarta-feira (18), antes do anúncio dos advogados da campanha de Trump, dois fiscais republicanos passaram a dizer que queriam rescindir a certificação que deram no dia anterior.
Monica Palmer e William Hartmann disseram em comunicado que só votaram para certificar os resultados após “horas de pressão contínua” e depois de receber promessas de que suas preocupações sobre a eleição seriam investigadas.
Monica Palmer admitiu ao jornal “The Washington Post” ter recebido uma ligação de Trump. “De fato eu recebi uma ligação do presidente, na noite de terça”, afirmou Palmer. “Ele estava checando, para ter certeza” de que eu estava segura após ouvir as ameaças que ocorreram”.
As autoridades de Michigan, no entanto, disseram que a decisão sobre a certificação agora vai para um conselho estadual de fiscais.
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