Caso Flávio: Família e amigos de engenheiro prestam homenagem e pedem Justiça em missa e carreata em Manaus


Familiares pediram por Justiça em processo que ainda não foi julgado. Assassinato completou 1 ano nesta terça (29). Missa de um ano do falecimento do engenheiro foi realizada nesta terça-feira (29), na Paróquia Coração Imaculado de Maria, em Manaus.
Patrick Marques/G1 AM
Os familiares e amigos de Flávio Rodrigues, assassinado após uma festa realizada em um condomínio de luxo em Manaus, pediram por Justiça durante a missa de um ano do falecimento do engenheiro, nesta terça-feira (29). A missa foi realizada na Paróquia Coração Imaculado de Maria, no bairro Morro da Liberdade, Zona Sul de Manaus.
A missa teve início por volta de 19h. Momentos antes, os familiares e amigos do engenheiro chegavam na Paróquia com camisas com homenagens e escritas de “Justiça por Flávio”.
Para a irmã de Flávio, Aline Santos, a missa em homenagem ao engenheiro é uma forma de celebrar a memória e passagem dele para outra vida, mas também de pedir que justiça seja feita no processo que ainda não foi julgado.
“Nós ainda não tivemos justiça. O caso está até sem juíz. Mas, confiamos que no Senhor e pedimos que a justiça dele se revele aqui na justiça dos homens. Sabemos que é difícil, mas não vamos desistir e vamos lutar até que apareça um juís, até que os indiciados sejam julgados e que a gente descubra o que realmente aconteceu naquele dia, porque é muita história mal contada”, disse Aline.
Familiares e amigos usaram camisas com pedido de “Justiça por Flávio”.
Patrick Marques/G1 AM
A advogada de defesa no Caso Flávio, Geyza Mitz, também participou da missa em homenagem ao engenheiro. Segundo ela, a defesa aguarda o processo ser redistribuído para um novo juíz, após outros quatro magistrados se julgarem suspeitos por foro íntimo.
“Depois de um ano, a juíza Ana Paula se julgou suspeita dizendo que não podia garantir imparcialidada nas suas decisões. Nós, advogados entendemos que isso é bom para o processo, porque ela participou de decisões que beneficiaram Alejandro, no nosso ponto de vista. Nós estamos otimistas para que esse novo juíz que assuma faça o processo andar em rítmo mais acelerado”, informou a advogada.
Após a missa, os amigos e familiares de Flávio Rodrigues, saíram da paróquia em carros em uma carreata por ruas da cidade até a Ponta Negra, em homenagem e, também, pelo pedido de justiça no caso.
Um ano depois, apenas dois réus estão presos
Um ano após a morte do engenheiro Flávio Rodrigues, dois dos cinco réus acusados pela Justiça estão presos.
Mayc Paredes está em uma unidade prisional e o Policial Militar Elizeu da Paz está no Núcleo Prisional da Polícia Militar. Alejandro Valeiko está fora da cadeia e, segundo a Justiça, cumpre medidas cautelares com monitoramento de tornozeleira eletrônica.
Os três foram acusados de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e tentativa de homicídio.
Alejandro Valeiko foi conduzido para presídio em Manaus após sair do IML
Carolina Diniz/G1 AM
Também são réus e estão em liberdade: a irmã de Alejandro, Paola Valeiko, denunciada por fraude processual, por ter limpado a casa antes da chegada da perícia e José Edvandro Júnior, que responde por denúncia caluniosa, por conta de uma primeira versão, de invasão à casa, contada em boletim de ocorrência.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas, a ação penal está em curso regular, mas não há prazo para as definições, pois as atividades presenciais seguem suspensas pela pandemia.
O caso
O homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos ocorreu no dia 29 de setembro de 2019, após uma festa na casa de Alejandro Molina Valeiko, filho da primeira dama, Elizabeth Valeiko.
Na época, José Edvandro Júnior registrou boletim de ocorrência dizendo que durante a madrugada, um homem invadiu a festa, realizada no condomínio, agrediu duas pessoas, esfaqueou Magno e teria sequestrado Flávio.
Flávio Rodrigues dos Santos
Arquivo pessoal
O corpo da vítima foi encontrado somente no dia seguinte no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. A descoberta do corpo em um terreno baldio no bairro Tarumã, relativamente próximo ao condomínio, pôs fim às buscas por um desaparecimento e abriu o inquérito de um assassinato.
A versão de invasão do condomínio foi descartada pela polícia por conta de depoimentos contraditórios. Uma perícia realizada na casa e imagens do circuito de câmeras do local ajudaram a derrubar a versão.. Dias depois, a prisão dos suspeitos foi decretada.
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