Caso Gabriella: delegado que investigou o caso é o primeiro a prestar depoimento em júri

Começou às 9h, no Fórum da Comarca de Joinville, o júri de Leonardo Natan Chaves Martins, acusado de matar a companheira, Gabriella Custódio Silva em junho de 2019, no Distrito de Pirabeiraba.

O ND+ está acompanhando todos os detalhes de um dos júris mais polêmicos do ano.

Leonardo é o acusado de ser o autor do disparo que matou Gabriella – Foto: Luana Amorim/ND

Logo no início da manhã, em frente ao fórum, familiares da vítima se reuniram para acompanhar o julgamento. Uma manifestação também está marcada para ocorrer a partir das 10h.

“Nós estamos bem nervosos, tanto quanto a positiva, quanto a negativa. Mas com fé que ele vai ser condenado com uma pena para o crime. Nós acreditamos que foi feminicídio e ele vai ser condenado para isso”, disse a irmã da vítima, Andrezza Custódio Silva.

Devido às regras de segurança, apenas três familiares foram permitidos a acompanhar o júri: os pais e a irmã de Gabriella.

Já para a defesa, a expectativa é de que Leonardo seja condenado por homicídio culposo – sem intenção de matar.

“Esse é o momento que o Leonardo poderá falar todos os detalhes que aconteceu naquele dia e que houve um acidente naquele dia”, disse o advogado de defesa Pedro Wellington Alves.

Julgamento contará com a fala de oito testemunhas

O primeiro a falar foi o delegado Eliéser José Bertinotti, que relatou detalhes de como foi o processo de investigação do caso. Além dele, outras sete testemunhas devem prestar depoimento, além do réu.

Compõem o júri seis homens e uma mulher. A previsão é de que o julgamento ocorra até as 20h.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 23 de julho, no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Após o disparo, Leonardo colocou o corpo da jovem no porta-malas do carro e a levou até o Hospital Bethesda. Gabriella já chegou morta na unidade.

Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado.

Em depoimento ele alegou que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira. A perícia, porém, identificou que a pistola foi apontada na direção da vítima por conta do trajeto do projétil e da marca na parede. Gabriella estava na casa dos sogros quando foi atingida.

Leonardo será julgado por homicídio qualificado por feminicídio e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

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