“Celesc tem mecanismos que permitem postergar este aumento”, avalia Miotto

Em resposta ao requerimento de autoria do deputado Jair Miotto (PSC), aprovado na semana passada pela Assembleia Legislativa, o presidente das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), Cleicio Poleto Martins, esteve presente na reunião da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia, da Alesc, realizada nesta terça-feira (25).

Na ocasião, a Comissão, sob a presidência do deputado Jair Miotto, buscou esclarecimentos com a Celesc sobre o aumento de 8,14% nas contas de luz e também sobre o possível retorno do corte de energia elétrica dos consumidores inadimplentes durante a pandemia. “Os cortes não serão feitos, mas o reajuste ainda precisa ser derrubado, mesmo que temporariamente”, apela o deputado.

Também fizeram indagações durante a reunião, os deputados Kennedy Nunes (PSD), Ada De Luca (MDB), Luiz Fernando Vampiro (MDB), Bruno Souza (Novo) e Maurício Eskudlark (PL).

A reunião

Quando questionado sobre a possibilidade do retorno do corte de energia elétrica para os consumidores inadimplentes, o presidente Martins informou que a Celesc não tem realizado cortes e que as contas em atraso estão sendo negociadas através de parcelamento.

De acordo com o deputado Jair Miotto, a preocupação é com o aumento de 8,14% na conta de luz dos catarinenses neste momento de pandemia. “O presidente da Celesc informou que tal reajuste é anual e previsto em contrato e ocorreu pois a empresa pode ficar sem caixa, o que compromete o cumprimento de cláusulas do contrato e, consequentemente, o rompimento da concessão”, explica o presidente da Comissão de Economia.

Diante do exposto pela Celesc durante a reunião, o deputado Jair Miotto acredita que a empresa possui mecanismos de gestão que permitam postergar o aumento. “Se não é possível evitar o reajuste, o apelo é para que ele seja, ao menos, suspenso temporariamente, devido a toda esta crise provocada pela pandemia”, pede Jair Miotto.

Na sessão plenária de terça-feira, os deputados aprovaram requerimentos, de autoria do deputado Marcius Machado (PL). Um deles, encaminhado ao Fórum Parlamentar Catarinense e para a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados solicitando a suspensão do aumento. O outro foi encaminhado para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como forma de repúdio ao reajuste.

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