Chamado para substituir professor de dança por 1 dia, ‘aluno destaque’ se apaixonou pelo ensino há 15 anos


Maicon conta que fez inúmeros cursos desde criança, além de ganhar uma bolsa recente para aprender sobre danças folclóricas e afro. Ele também é formado em moda e lançou uma coleção de roupa fitness em MS. Professor após aula de dança em academia de Campo Grande
Redes Sociais/Reprodução
Na academia, aos 15 anos, era o “aluno destaque” na aula de axé. Mas, em casa, o que quase ninguém sabia, é que Maicon Melo já dançava muito e estava prestes a ganhar inúmeros concursos em Campo Grande. Na época, chamado para ser substituto do professor por um dia, é que a paixão pelo ensino aflorou e, há 15 anos, ele ensina esta arte para as pessoas.
“Sou um apaixonado por dança, desde criança. Também sou formado em Moda e Design e agora junto as duas coisas. Com 15 anos, fui substituir um professor em uma academia perto de casa e nunca mais parei. Falo que a minha veia artística é muito forte, porque sempre me destaquei nas festas de família, eventos de dança e também competições. Tenho prêmios de concursos e vou do samba ao ballet clássico”, afirmou ao G1 Maicon.
Professor arrumando modelo para fotos de lançamento da coleção de moda fitness em MS
Redes Sociais/Reprodução
Atualmente, com 30 anos, ela conta que foi aperfeiçoando outros ritmos e, recentemente, viajou para Florianópolis, onde fez um curso de danças folclóricas e danças afro. “Eu ganhei uma bolsa da UFSC [Universidade Federal de Santa Catarina] e fiquei lá por um tempo. Em seguida, veio a pandemia e tudo parou por um tempo. Agora, voltamos com tudo e eu acabei de lançar uma coleção de roupa fitness”, comemorou.
Conforme Melo, os alunos variam de 5 a 88 anos. “É muito maravilhoso ter tantos alunos diferenciados e vivenciar este processo, de pessoas que nem conversavam muito, eram fechadas e sérias antes das aulas. Depois, elas começam a dançar e acontece um desenvolvimento pessoal, eu percebo isso. Na verdade, a gente acaba sendo um pouco psicólogo. Um dos meus alunos, o seu Thomaz, tem 83 anos e dança muito. Ele só deu um tempo agora por conta da pandemia”, comentou.
Maicon no canto direito, vestido de índio, saiu na capa de revista em 1999 após ganhar concurso de dança
Maicon Melo/Arquivo Pessoal
Além da dança, o professor fala que percebe que as mulheres também reservam este momento para elas. “É o horário em que elas se olham, cuidam da própria saúde, uma conquista e satisfação. Vejo um troca de energia nas nossas aulas e isso é muito bacana. Recentemente, a academia que eu atuo há 7 anos teve que fechar as portas, por 38 dias. Uma das alunas foi parar na minha casa e depois, com o pedido de outras, pagaram a internet e eu fiz 5 transmissões ao vivo de aulas na internet. Foi uma maravilha”, ressaltou.
Além das aulas na academia e em um estúdio de dança, ele também trabalha em um projeto com crianças carentes, na comunidade quilombola Furnas do Dionísio. “Eu ia todo domingo para lá e o projeto, que começou com 4 crianças, agora está com 40 alunos, incluindo os adultos. Uma universidade ficou sabendo e disponibilizou um motorista para me buscar e levar lá. Pretendo retomar em breve e também fazer aqui na cidade, no Bom Retiro”, finalizou.
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