Chefe da Polícia chilena renuncia após policiais balearem dois menores


Policiais entraram em um abrigo para menores e deram disparos contra dois meninos. O presidente Sebastián Piñera aceitou a renúncia do chefe da polícia, Mario Rozas. Homem é detido por policiais no Chile, em 18 de novembro de 2020
Ivan Alvarado/Reuters
O chefe da polícia do Chile, Mario Rozas, renunciou nesta quinta-feira (19) depois que dois menores de idade foram baleados em uma operação policial.
Rozas já enfrentava a uma série de denúncias por abusos de agentes pelo país, e houve um repúdio generalizado ao caso dos meninos baleados.
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“O general diretor dos Carabineros (policiais), Mario Rozas, apresentou sua renúncia ao cargo, e me deu suas razões e seus argumentos; eu compartilho as razões e argumentos e, consequentemente, aceitei sua renúncia”, disse o presidente Sebastián Piñera, em um discurso no palácio do governo.
Foi uma mudança brusca: há uma semana, Piñera havia dito que Rozas estava garantido no cargo.
A saída de Rozas era exigida pela oposição há meses. Ele era tido como responsável por violações de direitos humanos em meio à repressão aos recentes protestos sociais.
O incidente que causou sua aconteceu na quarta-feira, em um abrigo do Serviço Nacional de Menores da cidade de Talcahuano.
Neste local, agentes policiais balearam na perna dois menores, de 17 e 14 anos, após serem chamados para controlar um menino que estava “desequilibrado”.
Os policiais dizem que abriram fogo após serem atacados com pedras e paus.
Os chilenos repudiaram a ação depois de verem imagens dos dois meninos no chão, chorando e feridos.
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