Cidade do Maranhão faz eleição simulada para avaliar protocolos sanitários

Dois mil eleitores de Lima Campos foram convidados a participar de uma eleição com candidatos fictícios, uma prévia de como será a votação de 15 de novembro. Eleitores de Lima Campos, no interior do Maranhão, simulam votação
Eleitores de Lima Campos, no Maranhão, tiveram nesta sexta-feira (16) uma prévia de como vai ser a votação de 2020.
Perto de completar 80 anos, Manoel Xavier, todo arrumadinho, foi cumprir o seu papel de cidadão, mesmo o voto não sendo mais obrigatório para ele: “Faço questão de votar, porque gosto de estar dentro desta escolha de autoridade.”
Dessa vez, o voto ainda não foi para valer. Ele, assim como dois mil eleitores de Lima Campos, no interior do Maranhão, foram convidados a participar de uma eleição simulada, com candidatos fictícios, para avaliar os protocolos sanitários que serão adotados em 15 de novembro.
“A simulação tem por objetivo avaliar tempo de votação e para que a gente possa observar a ocorrência de não conformidade e proceder os respectivos ajustes”, explica o juiz eleitoral Artur Gustavo Azevedo.
Ao chegar na seção, os eleitores higienizaram as mãos e ficaram a uma distância de um metro dos mesários, de onde mostraram título e documento com foto. Álcool em gel de novo antes de entrar na cabine de votação e na saída. Eleitores e mesários sempre de máscara. A professora Simone da Rocha Moura se sentiu segura.
“Eu tive essa curiosidade para ver como seria e pude ver que vai ser bem diferente de todos os anos”, afirma.
O que já deu para perceber é que vai ser uma votação um pouco mais demorada. É que, além de todas as medidas sanitárias, em 2020, não haverá a biometria, que é a assinatura digital. Os eleitores terão que assinar a lista de presença.
A média nacional do tempo de votação de cada eleitor em 2016 foi de quase um minuto. Na simulação maranhense, esse tempo chegou a quase três minutos. Rápido mesmo foi o interesse da estudante Elinalva Silva, de 17 anos, em votar pela primeira vez e já deu para perceber que em 2020 vai ser bem diferente.
“É diferente a gente chegar aqui e encontrar todo mundo distante um do outro”, diz.
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