CNJ vai analisar decisão do TJ-PR que arquivou processo disciplinar contra juíza que citou a raça de réu negro em sentença


Desembargadores do órgão especial do TJ-PR concluíram que não houve intenção discriminatória ou racista por parte da juíza Inês Marchalek Zarpelon. Reclamação contra juíza Inês Zarpelon é arquivada
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai analisar decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que arquivou processo disciplinar contra juíza que citou a raça de réu negro em sentença.
Os desembargadores do órgão especial do TJ-PR concluíram que não houve intenção discriminatória ou racista por parte da juíza Inês Marchalek Zarpelon. A decisão foi unânime.
Juíza cita raça ao condenar réu negro por organização criminosa
Em agosto, o CNJ havia determinado que o caso fosse apurado.
Homem foi condenado por organização criminosa
Reprodução
Ao aplicar a pena, a juíza escreveu:
“Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente discreta os delitos e o seu comportamento, juntamente com os demais, causavam o desassossego e a desesperança da população”.
A raça do réu foi mencionada três vezes no trecho do documento.
‘Sinceras descupas’
Após a repercussão do caso, Inês Marchalek Zarpelon pediu “sinceras desculpas” e afirmou que a frase foi retirada de contexto.
O homem foi condenado a 14 anos por roubo e organização criminosa. Ele responde em liberdade.
Juíza Inês Zarpelon pediu desculpas e disse que frase foi tirada de contexto
Reprodução/RPC
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