Com crise nos parques temáticos, Disney demite 28 mil funcionários


Crise provocada pelo novo coronavírus fez empresa desligar trabalhadores dos segmentos de parques, experiências e produtos de consumo de diversos países. Visitantes com máscaras andam pelo parque temático da Disney em Xangai
Sam McNei/AP
Com o fechamento dos parques temáticos da Disney na Califórnia e a abertura limitada das demais unidades, a Disney anunciou nesta terça-feira (29) a demissão de 28 mil funcionários de diversos países.
Em um memorando enviado aos funcionários nesta terça, Josh D’Amaro, chefe dos parques da Disney, afirmou que a empresa teve tomar várias “decisões difíceis”, incluindo o fim da licença de milhares de profissionais e a demissão de trabalhadores que atuavam nos segmentos de parques, experiências e produtos de consumo.
Segundo D’Amaro, em reportagem da CNBC, 67% dos profissionais que foram desligados atuavam em meio período.
Enquanto os parques temáticos da Disney na Flórida, Paris, Xangai, Japão e Hong Kong conseguiram reabrir com capacidade limitada, tanto o California Adventure quanto a Disneyland permaneceram fechados em Anaheim, no sul da Califórnia.
O segmento de parques, experiências e produtos de consumo representa uma parte importante dos negócios da Disney. No ano passado, foi responsável por 37% da receita total de US$ 69,6 bilhões da empresa.
A Disney tem perdido dinheiro desde o início do surto. No segundo trimestre, a empresa relatou uma perda de US $ 1 bilhão em receita operacional devido ao fechamento de seus parques, hotéis e empresas de cruzeiros. No terceiro trimestre, a empresa relatou um prejuízo maior de US$ 3,5 bilhões.
Para mudar esse cenário, a Disney tem trabalhado para persuadir os legisladores do estado da Califórnia para autorizar a reabertura de parques.
Na semana passada, a empresa divulgou nos EUA o sucesso dos seus parques da Flórida e também das unidades em Paris, Xangai e Japão. A apresentação também ressaltou as medidas de segurança implementadas nesses locais, como exigência de máscaras, pagamento sem dinheiro e pedidos on-line de refeições.
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