Com novos casos de coronavírus em queda, Prefeitura desativa Polo Covid em Ribeirão Preto, SP


UPA da Avenida Treze de Maio voltou a receber pacientes de outras especialidades nesta quarta-feira (14). Protocolos foram criados para manter atendimento a casos de Covid-19. Cidade registra 52% de ocupação nas UTIs. UPA da Avenida 13 de Maio volta a atender pediatria e clínica médica em Ribeirão Preto
A Secretaria Municipal de Saúde retomou nesta quarta-feira (14) os atendimentos de outras especialidades médicas na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Avenida Treze de Maio, em Ribeirão Preto (SP). Desde 1º de abril, o prédio estava exclusivo para receber pacientes com sintomas de novo coronavírus.
Segundo o diretor Marcelo Carboneri, o motivo da desativação do Polo Covid é a queda no número de novos casos de Covid-19 na cidade. Entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro, Ribeirão Preto confirmou 1.587 moradores positivos. Já entre 6 e 12 de outubro, o número caiu para 830.
“A gente tinha 400 atendimentos por dia e hoje temos 90. Esses 90 atendimentos a gente consegue absorver de maneira segura dentro da unidade de pronto-atendimento”, diz Carboneri.
A Prefeitura também alega que, durante o funcionamento do polo, cresceu a demanda por atendimentos clínicos, que não são de Covid. Com menos gente buscando ajuda médica para coronavírus, a emergência da UPA não poderia continuar parada.
Polo Covid de Ribeirão Preto, SP
Luciano Tolentino/EPTV
No entanto, a UPA continua atendendo casos suspeitos e confirmados de Covid-19 e realizando exames. Para isso, um plano de segurança sanitária foi implantado.
“A unidade vai ter a área da Covid, a área da clínica e a área da pediatria. No momento em que a pessoa chegar à UPA, ela vai passar por uma pré-triagem. Ela tendo o risco ou mostrando sinais de doenças respiratórias, ela vai ser direcionada para uma área isolada dentro da unidade, assim como funcionam a UPA Norte, a UBDS Central e a UBDS da Vila Virginia, e ela vai ser tratada naquele instante ali”, explica Carboneri.
O diretor da UPA da Avenida Treze de Maio e do Polo Covid de Ribeirão Preto, Marcelo Caroneri
Luciano Tolentino/EPTV
Estrutura será mantida
De abril até terça-feira (13), o Polo Covid atendeu quase 40 mil pacientes com sintomas de gripe e queixas respiratórias, de acordo com a prefeitura. Em uma eventual segunda onda, a estrutura pode ser reativada.
“As tendas vão permanecer montadas com os equipamentos guardados dentro delas. Assim que a gente ver, tomara que não aconteça, o aumento do número de casos, a gente vira a unidade para ser um polo novamente”, diz o diretor da UPA.
Queda na ocupação de UTIs
A redução de novos casos de Covid impacta diretamente a ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nos hospitais em Ribeirão Preto. Às 20h30 desta quarta-feira, a taxa chegou a 52,11%, com 99 pessoas internadas nos 190 leitos disponíveis. Este é o menor índice desde 13 de junho, quando havia 101 pacientes hospitalizados. (Veja gráfico acima.)
Só no Hospital das Clínicas (HC), o índice é de 33,71%, com 30 pacientes internados em estado grave nas 89 vagas oferecidas. Em junho, pior momento da capacidade hospitalar na cidade, a taxa chegou a 102%.
“O que estamos observando é o que aconteceu em outros países que conviveram com a pandemia. Nós estamos ainda na primeira onda e a nossa região tem uma redução do número de casos graves. Pela oferta de leitos, isso faz com que a gente tenha uma certa folga em relação a leitos de enfermaria e terapia intensiva.”
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Assista ao EPTV 2 desta quarta-feira (14)
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