Comércio de MS pode contratar até 7 mil pessoas nos próximos 3 meses, diz Federação


Já as contrações temporárias para o fim de ano começaram a ser feitas, segundo o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). Formato de recuperação em V mostra otimismo do empresariado. Comércio de Campo Grande, MS
Reprodução/ TV Morena
O comércio de Mato Grosso do Sul pode contratar até 7 mil pessoas nos próximos três meses, de acordo com Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio). Segundo a federação, 24% dos empresários do estado disseram que devem contratar pelo menos 1 funcionário no trimestre.
“São expectativas que podem sofrer interferências facilmente, até mesmo de questões políticas ou mesmo dos indicadores da pandemia. As áreas mais procuradas se voltam a atendimento/vendas, principalmente, virtual, ou ainda a prestação de serviços, como aquela voltada a consertos, pequenas reformas, arquitetura, marketing digital, e-commerce”, disse a economista da Fecomércio, Daniela Dias.
Já as contrações temporárias para o fim de ano começaram a ser feitas, segundo o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). Até dezembro, entre 1.700 e 2.400 pessoas devem ser contratadas, o que correspondem de 5% a 7% dos 35 mil comerciários da cidade.
O sindicato afirma a pandemia do coronavírus reduziu o número de empregados no comércio de 52 para 35 mil. No entanto, a confiança entre os lojistas para uma retomada apresenta uma formato de V.
“Não temos dúvida de que a cidade vai voltar a crescer e não só recuperar os empregos perdidos como também abrir novas oportunidades de trabalho em todas as áreas”, comentou o presidente do SECCG, Carlos Sérgio dos Santos.
Em relação aos empregos formais, o SECCG diz um dos mercados que apresenta crescimento mais significativo é o da Construção Civil.
V, o cenário mais otimista
As recessões formam parte do ciclo econômico e, para algumas correntes do pensamento econômico, são inevitáveis. Dessa forma, o melhor é que, quando ocorram, tenham a forma de V.
“Recessões boas não existem, mas a V tem uma queda pronunciada e uma retomada igualmente pronunciada”, explica o economista José Tessada. “A ideia é que volta-se a um nível muito similar ao inicial e que a recessão é relativamente rápida. (…) Embora possa durar um par de trimestres ou mais.”
O V descreve uma redução forte do PIB, com um ápice breve e uma recuperação acelerada. As previsões mais otimistas consideram que ainda há possibilidade de que a recessão atual acabe tomando essa forma.
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