Comunidades não foram incluídas em megaoperação da Polícia Civil contra roubos no estado

Na semana passada, os ministros do STF votaram novamente sobre as restrições da atuação de forças de segurança pública no Rio, que incluem o uso de helicópteros apenas em casos excepcionais, mediante apresentação de justificativa. A decisão do Supremo também definiu a necessidade de autorização para as ações em comunidades.

— A Polícia Civil encontra dificuldades, sim, por conta das restrições. Essa situação não é nova, já existiam decisões judiciais no Rio de Janeiro com restrições. Entendemos que, toda a atividade policial tem o controle da sociedade. Mas esse controle não pode chegar ao ponto de impedir a atuação da polícia. Então, a nossa questão é: a decisão do Supremo em alguns pontos ela é colidente com outras decisões. Hoje, temos a necessidade de consultar a nossa assessoria jurídica e até o Ministério Público para ter uma definição clara de quais são os limites que temos que nos pautar em relação às operações polícias. Mas isso causa uma insegurança jurídica porque o conceito de “excepcional” é uma coisa que tem que ser definida — destacou o secretário.

Amaral comemorou os resultados da megaoperação desta terça-feira:

— Há muitos anos a gente não fazia uma operação dessa magnitude e empregando todo o efetivo. Como nós acordamos todos os dias para trabalhar, eles acordam para roubar. Dedicam suas vidas em roubar o patrimônio alheio — disse Flávio Amaral, que completa:

— Essa é uma resposta à altura para essas pessoas.

Entre os presos desta terça, está Márcio Rafael Moreira de Almeida, de 45 anos. O suspeito foi preso em Queimados, na Baixada Fluminense, com um carro de luxo clonado. O veículo de modelo Honda HRV pode custar mais de R$ 100 mil. A clonagem foi descoberta após uma pesquisa no Detran. O proprietário do carro original já foi contactado.

Para Felipe Curi, subsecretário operacional da Polícia Civil, todos os presos estavam com mandados de prisão expedidos pela Justiça e estavam soltos. Nenhum mandando foi cumprido dentro da cadeia.

— Todos os presos estavam nas ruas. Essa operação de hoje é um baque para o crime organizado.

Receptador morando em casa de luxo

Um dos presos foi encontrado em uma casa de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O suspeito é acusado de vender produtos roubados. Na casa dele os agentes encontraram armas e munições, além de muitos produtos roubados.

Redução de crimes

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), no mês de julho deste ano houve redução do número de vários crimes, como roubo de rua (-42%), roubo de cargas (-34%) e roubo de veículos (-37%) em relação ao mesmo período do ano passado. Nos últimos meses, policiais já prenderam mais de 2.500 suspeitos de assalto e, com isso, a Polícia Civil calcula que 12 mil roubos no estado foram evitados.

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