Condenado por tentar matar promotor de Justiça em Monte Carmelo tem julgamento por outro crime adiado


Julianno Aparecido de Oliveira é acusado de tentativa de homicídio em Monte Carmelo de 2014. Ele está peso e cumpre pena por tentar matar o promotor Marcus Vinícius Ribeiro Cunha um ano depois; G1 conversou com a defesa do réu. Júri popular estava marcado para ocorrer na tarde desta quarta-feira em Uberlândia
Prefeitura de Uberlândia/Divulgação
O Tribunal de Justiça suspendeu, nesta quarta-feira (18), o júri popular de Julianno Aparecido de Oliveira, acusado de tentativa de homicídio registrada em 2014 em Monte Carmelo.
O jovem está preso e já foi condenado por tentar matar o promotor de Justiça Marcus Vinícius Ribeiro Cunha, na mesma cidade. O atendado ocorreu um ano depois da tentativa de homicídio e os casos não tem relação entre si.
Segundo a advogada Rafhaella Cardoso, o julgamento, que iria ocorrer em Uberlândia, foi adiado depois que a defesa entrou com pedido, pois não teve tempo hábil para analisar o processo antes da sessão.
“Os autos ficaram por dez dias com o Ministério Público e quanto tivemos acesso já era o dia do júri. Devemos ter o mesmo prazo para analisar os autos e elaborar a defesa. Inclusive soubemos que a oitiva com a vítima foi no fim de outubro”, disse.
A remarcação do júri popular ainda não foi feita e a data deverá ser informada aos advogados.
Crime em 2014
Julianno Aparecido de Oliveira será julgado por participar de uma tentativa de homicídio em Monte Carmelo em março de 2014.
Na época, a Polícia Militar registrou que a vÍtima estava em um carro quando um criminoso atirou mais de oito vezes contra o veículo, em uma estrada vicinal na cidade. A vítima foi atingida e sobreviveu.
O jovem foi acusado pela promotoria de Justiça de participar do crime é denunciado por tentativa de homicídio qualificado, sendo as qualificadoras: recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe. A motivação do crime foi disputa por ponto de drogas.
Atentado contra promotor
Julianno e o pai Valdelei foram condenados após atentado contra promotor de Justiça em Monte Carmelo
Reprodução/TV Integração
Um ano depois, em fevereiro de 2015, o promotor de Justiça, Marcos Vinícius Ribeiro Cunha, foi baleado em frente à sede da Promotoria, onde ele trabalhava no plantão, em Monte Carmelo. Ele foi atingido por três tiros nas costas.
Julianno Aparecido, que na época tinha 22 anos, confessou a autoria no crime porque achou que o pai, o ex-presidente da Câmara Municipal de Monte Carmelo, Valdelei José de Oliveira, estava sendo perseguido pelo promotor.
De acordo com a denúncia, o rapaz foi incentivado pelo parlamentar a cometer o crime por vingança em razão de ações movidas contra ele. Valdelei José de Oliveira foi condenado por ser mandante e Julianno pela tentativa de homicídio. Cada um foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão.
Em 2020, 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) deu provimento a recurso interporto pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), aumentando de nove anos e quatro meses para 14 anos de reclusão a pena.
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