Confiantes no fim da pandemia e das restrições em Curitiba, casais remarcam casamento para 2021


Atualmente, os casamentos podem ser realizados na capital, com limite de 50 pessoas e várias regras de prevenção ao coronavírus. Saiba todas as regras e como está a expectativa dos casais e das igrejas para o ano que vem. Casal Isabele e Henrique mudaram a data do casamento várias vezes por causa da pandemia
Arquivo pessoal
O medo da propagação do coronavírus e até mesmo pela segunda onda da doença, muitos casais que estavam com o casamento planejado para 2020 precisaram adiar o sonho para o ano que vem na expectativa de que, até lá, a pandemia esteja solucionada.
A expectativa é pela realização do sonho, que normalmente é planejado com muita antecedência, sem restrições e medo da Covid-19.
Com o último decreto publicado recentemente pela Prefeitura de Curitiba, esses eventos podem ser realizados, mas com limite de 50 pessoas e várias regras de prevenção ao coronavírus.
Algumas delas são de que, no local da festa, todos os convidados devem usar máscara e retirar apenas para comer e beber. Outra medida imposta pelo decreto municipal é a obrigatoriedade do distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas e a proibição de pista de dança. Veja todas as medidas obrigatórias no fim da reportagem.
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A Isabele Jansons de Borba e o Henrique Alves de Oliveira, por exemplo, estavam com o casamento marcado para o dia 30 de maio, depois adiaram para julho e agora remarcaram para março do ano que vem. Mesmo sem ter a certeza de que até lá a pandemia vai ter passado, o casal está confiante de que valeu a pena esperar.
“Apesar de toda a frustração que passamos, esperamos que até lá tudo esteja normal, que venha a vacina o mais breve possível e que, não só nós, todos os outros casais também possam realizar esse sonho da forma com que foi planejado, sem limitações e com saúde. Porque ficar adiando é muito triste”, desabafou Isabele.
Mariah e mantiveram o casamento no Civil em 2020, mas deixaram a festa para 2021
Arquivo pessoal
A Mariah Fernanda Polato e o Bruno Henrique Pereira da Silva não cancelaram a data do casamento no civil, que foi realizado em 19 de setembro, mas adiaram o dia da celebração religiosa e da festa para outubro do ano que vem.
“Nós fomos enrolando e com a esperança de que tudo ia melhorar, mas vimos que não tinha o que fazer. Ou casávamos da forma que desse ou teríamos que adiar tudo. Então, como planejamos essa data muito tempo antes, decidimos garantir o casamento no civil pelo menos”, contou Mariah.
Ela disse que a nova data da festa foi porque o número de convidados é de pelo menos 200 pessoas. “Como atualmente os casamentos só foram autorizados com 50 pessoas, pra nós ficou muito inviável. Já tá todo mundo convidado e sonhando com esse dia”, acrescentou Mariah.
Mariah contou ainda que a expectativa para outubro é de que o casamento seja ainda mais especial. “Estamos tranquilos e calmos e na esperança de que todos possam se divertir com muita saúde e da forma com que sempre sonhamos, sem restrição de nada”.
Segundo ela, se até lá a situação da pandemia não estiver resolvida, o casal pretende remarcar para outro dia. “É um sonho e não queremos abrir mão de nada. O único problema agora é garantir a dieta até lá para garantir o vestido de noiva”, brincou Mariah.
Crise para os profissionais
A cerimonial Solange Kunrath disse que a pandemia causou prejuízos para muitos profissionais do setor, inclusive para ela, que estava com a agenda lotada para 2020.
“Foi e ainda está sendo um momento delicado porque, mesmo com abertura parcial dos eventos, muitos casais ainda não querem o novo formato, que tem muitas restrições”, explicou a cerimonial.
Solange disse que nos últimos sete meses realizou apenas dois casamentos, sendo um muito pequeno e restrito e outro no formato drive-in.
Ela também disse que a preocupação agora é conciliar os clientes que adiaram as datas em 2020 com os novos clientes do ano que vem.
No entanto, ela destacou que o período da pandemia vai deixar lições para a vida toda.
“Vivemos um momento único e histórico. Foi preciso agir com sabedoria diante do cenário e aplicar a empatia com nossos colegas de profissão, incentivando cada um a se reinventar em outros ramos enquanto o nosso ainda não é 100% normalizado”, ressaltou.
Igrejas ‘casamenteiras’ reorganizam agendas para 2021
Igrejas tidas como casamenteiras estão reorganizando a agenda para 2021 após os cancelamentos
Edson Friedrichsen/Arquivo pessoal
Com a normalização dos eventos aos poucos, as igrejas católicas de Curitiba, conhecidas pela grande quantidade de celebrações, voltaram a reorganizar a agenda.
A Igreja São Vicente de Paulo, por exemplo, que fica no bairro São Francisco, costuma fazer até 100 casamentos por ano, mas não realizou nem metade disso por conta da Covid-19 neste ano.
Em compensação, em 2021 já tem mais de 71 confirmados. Segundo o padre Edson Friedrichsen, responsável pela paróquia, ainda há 88 datas livres às sextas-feiras e 121 aos sábados na igreja.
A Paróquia Santo Agostinho, que fica localizada no bairro Ahú, também teve vários pedidos de cancelamentos neste ano. De acordo com o padre Volnei Carlos de Campos, a paróquia costuma realizar entre 30 e 70 celebrações por ano, mas em 2020 foram apenas três.
Ele disse ainda que quatro casais cancelaram a cerimônia, 12 remarcaram para 2021 e um remarcou para 2022.
“Tem sido um ano muito complicado. Não só por essa questão dos casamentos, mas também porque precisamos fechar por bastante tempo. Vamos torcer que tudo passe logo e que o ano que vem já esteja tudo melhor e todo mundo com a saúde garantida”, disse o padre.
A igreja Santa Terezinha, que fica no Batel, teve 15 casamentos adiados para 2021. Neste ano, apenas dois foram realizados.
E na Catedral de Curitiba, das 24 celebrações de casamentos que estavam marcadas para este ano, 19 foram remarcados para o ano que vem.
Regras do decreto atual para eventos em Curitiba – casas de festas
Curitiba tem várias regras para evitar a propagação do coronavírus durante os eventos
Radoslav Zilinsky/Getty Images/Arquivo
O estabelecimento deverá obedecer a capacidade de ocupação de 9 m2 por pessoa no interior, considerando a área total de circulação/permanência de pessoas, bem como o limite máximo de 50 pessoas, conforme artigo 3º do Decreto Estadual 4230/20;
Para locais que disponham de elevadores, o mesmo deverá ser utilizado de maneira individual, exceto em caso de utilização por pessoas do mesmo núcleo familiar;
Fica obrigatório o uso de máscara por todos os convidados e funcionários, durante todo o evento sendo permitida a retirada somente no momento de consumo de alimentos e bebidas;
No interior dos ambientes, as pessoas deverão manter-se afastadas a uma distância mínima de 1,5 metros 1,5 metro uma das outras, incluindo os profissionais do local;
Manter uma única porta de entrada e uma única porta de saída no estabelecimento, controlando o número de pessoas que entram e que saem do estabelecimento;
Quando o estabelecimento possuir uma única porta, deve-se organizar o fluxo de entrada e saída de pessoas por esta porta, evitando-se a aglomeração e cruzamento no fluxo de pessoas;
Deverá ser disponibilizado na entrada e demais pontos do local, álcool gel 70% para higienização das mãos;
O responsável pelo local deverá garantir que todas as pessoas estejam utilizando máscaras durante sua permanência no interior do ambiente, inclusive em áreas externas pertencentes ao local;
Se houver buffet para servir alimentos, os convidados devem manter o distanciamento de 1,5 metro;
Realizar a demarcação do posicionamento das pessoas nas filas, considerando também o distanciamento entre os prestadores de serviços (exemplo: cerimonialistas, músicos, outros);
Convidados e funcionários com sintomas de gripe ou resfriado não devem permanecer no evento;
Mesas devem ter distanciamento de 1,5 metro entre os convidados;
Sempre que possível limitar a ocupação das mesas por membros do mesmo núcleo familiar;
Disponibilizar pias, sabão e papel toalha para higienização das mãos em quantidade suficiente para todo o período de realização do evento;
Manter a higienização de todos os equipamentos, tais como: máquinas para pagamento com cartão, computadores, caixas eletrônicos de autoatendimento ou qualquer outro equipamento que possua painel eletrônico de contato físico dentro dos ambientes do evento e realizar a limpeza, várias vezes ao dia, das superfícies e objetos de utilização comum (incluindo balcões, interruptores de luz e de elevadores, maçanetas, puxadores de armários, entre outros);
Devem ser desativados todos os bebedouros com jato inclinado;
Deve ser dada preferência à circulação natural de ar;
Locais que possuam ar condicionado, devem manter limpos os componentes do sistema de climatização;
Não realizar atividades que proporcionem contato físico entre os convidados;
Evitar lounges que possam gerar aglomeração de público em um mesmo espaço;
Fica facultativo o uso da máscara para vocalistas e músicos que utilizem equipamentos de sopro durante as apresentações, desde que seja respeitado o distanciamento de 1,5 metro entre os artistas e artistas e o público;
Não pode haver o compartilhamento de equipamentos e instrumentos e contato físico durante as apresentações;
Os equipamentos e instrumentos deverão ser desinfetados após cada apresentação;
Fica suspensa a utilização das pistas de dança exceto para apresentação individualizada com membros do mesmo núcleo familiar;
Permitida a utilização de equipamentos e brinquedos de uso individual, desde que realizada a assepsia após o uso por cada pessoa, ficando proibido o compartilhamento de brinquedos e demais objetos;
Em caso de eventos utilizar soluções digitais para a promoção e divulgação, bem como para a venda e retirada de ingressos e cortesias, de modo a evitar a manipulação de papéis de qualquer ordem;
Deve ser evitado o fornecimento de panfletos ou qualquer tipo de material impresso durante os eventos;
Manter, por um mês após a realização do evento, informação contendo nome, telefone e endereço de residência de todos os participantes, incluindo organizadores e empresas contratadas, para informação aos órgão de saúde, caso necessário.
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