O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta terça-feira (15) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2019 e apontou o maior salto no ensino médio desde 2005. No índice, de 0 a 10, o Brasil atingiu 4,2 neste ano, uma alta em relação ao resultado de 2017, quando registrou 3,8. O tema foi debatido pelos comentaristas do 3 em 1, da Jovem Pan, nesta quarta-feira (16). Para Rodrigo Constantino, a melhora pode ser atribuída ao trabalho de Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação que deixou o cargo em junho. “Weintraub hoje comentou que ‘um simples instrumento de gestão melhorou o ensino médio em todos os estados do Brasil e agora sabemos quem são os bons diretores de escola e os ruins’. O pessoal vinha detonando, disse que ele era um palhaço e não ia entregar nada, e aí vem aquele choque com a realidade. Quem é que consegue entregar resultados? Normalmente é a direita. Quem só entrega palavras e discursos bonitos? A esquerda, que comanda o MEC há décadas”, explicou.

“Agora começamos a ver algum indício de melhora. É muito cedo, o governo só tem um ano, mas por que? Por choque de gestão. Tem que fazer mais com menos. O problema do ensino no Brasil não é falta de recurso, é indisciplina, doutrinação ideológica, péssimo preparo dos professores, sindicatos ultra-esquerdistas que dominam e os reitores do MST, mentalidade paulo-freiriana que vive nessa pedagogia marxista. Tudo isso é problema no ensino”, completou. Segundo Constantino, o atual ministro da educação, Milton Ribeiro, está certo em cobrar mais recursos, mas existem outras áreas que também precisam de verba. “Isso é infelizmente parte da realidade do país. O Estado quebrou, ainda mais com a pandemia, e falta dinheiro para todo mundo. É uma discussão legítima e natural, cada um está tentando puxar para o seu lado, mas as obras também são importantes”, finalizou.

Em contrapartida, Thais Oyama lembrou que a avaliação do Ideb foi feita em outubro de 2019 com apenas 10 meses do governo Bolsonaro e que é pouco tempo para atribuir sucesso. “Políticas públicas de educação costumam dar resultado em médio e longo prazo. Atribuir uma melhora significativa nesse índice a 10 meses de governo me parece muito mais um desejo do que uma análise. Seria a mesma coisa se o resultado do Ideb fosse muito ruim, seria igualmente injusto”, disse.