Cooperativa de médicos deve pagar indenização por golpe aplicado em paciente, na PB


Unimed informou que não fornece dados pessoais dos seus pacientes e afirmou que vai recorrer da decisão. Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), em João Pessoa
Ednaldo Araújo/TJPB
A Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve a sentença que condenou a Unimed João Pessoa Cooperativa de Trabalho Médico a pagar R$ 2,6 mil de indenização por danos materiais e R$ 3 mil por danos morais a uma paciente que foi vítima de um golpe, aplicado em 2018, dentro do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, na capital paraibana.
Conforme o processo, a paciente estava internada quando recebeu uma ligação, no telefone fixo do quarto, de um suposto médico do hospital, informando que foi identificada uma bactéria no exame de sangue dela. O diagnóstico teria apontado a necessidade de realizar um exame complementar.
Como o plano de saúde estaria no período de carência, o médico a aconselhou a fazer o exame particular. O suposto médico informou também que o laboratório faria o exame no leito, evitando o deslocamento, mas seria necessário o pagamento de R$ 2,6 mil. Diante da urgência exposta pelo profissional, ela realizou a transferência do valor solicitado. Ao tentar receber o exame, no posto de enfermagem, constatou que a ação se tratava de um golpe.
Em nota, a Unimed informou que não fornece dados pessoais dos seus pacientes e que reforçou as medidas de segurança para evitar vítimas em suas unidades próprias a partir das tentativas dos primeiros golpes. Disse também , que atualmente, no momento da internação, o paciente ou o seu representante assina um termo de ciência contendo o aviso sobre o golpe e que a Unimed João Pessoa não solicita informações, dados pessoais ou pagamentos por telefone ou por aplicativo de mensagem. Por mim, a empresa declarou que respeita, mas não concorda com a decisão judicial e recorrerá da decisão.
De acordo com o desembargador Saulo Benevides, a Unimed tem responsabilidade porque o estelionatário demonstrou ter informações da vida da paciente e de seus familiares, como a causa da internação, estado de saúde, que levaram o familiar a acreditar que a pessoa é um médico do estabelecimento hospitalar. Ainda cabe recurso à decisão.
Vídeos mais assistidos do G1 Paraíba
Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.