Coronavírus: 94,35% das pessoas diagnosticadas em Piracicaba estão curadas, diz prefeitura


De acordo com dados da prefeitura, taxa de letalidade na cidade é de 2,23%. Entre pacientes que testaram positivo, doenças preexistentes mais recorrentes são cardiopatia e diabetes. Moisés Taglietta, coordenador da Vigilância Epidemiológica de Piracicaba
Fabrice Desmonts/ Câmara de Piracicaba
Piracicaba (SP) alcançou a marca de 94,35% de curados entre os diagnosticados com Covid-19 desde o início da pandemia do novo coronavírus. Entre as 16.128 pessoas que testaram positivo para a doença, 15.217 se recuperaram. A cidade soma 359 mortes pela doença.
De acordo com estatísticas da prefeitura, a taxa de letalidade na cidade é de 2,23%. Já em relação a casos confirmados, a média é de 80 por dia.
Segundo mapeamento de boletim epidemiológico do governo estadual, entre as pessoas que tiveram casos confirmados, as doenças preexistentes mais recorrentes são cardiopatia (4,5% dos diagnosticados) e diabetes (3,4%).
Também foram as comorbidades mais frequentes em casos nos quais os pacientes morreram, mas em percentuais maiores: 59,5% dos que faleceram tinham cardiopatia e 39,7% tinha diabetes.
A maior letalidade, no entanto, foi em casos de pacientes com doença neurológica (em 56,8% dos casos, eles não resistiram), doença renal (55,6%), e doença hematológica (52,4%).
Já em relação a faixa etária, a que teve a maior quantidade de casos foi entre 30 e 39 anos (24,8% deles), seguida pela de 40 a 49 anos (19,7%) e 20 a 29 (18%). Já em relação a mortes, a maior recorrência foi entre idosos entre 70 e 79 anos (29,6%), 80 a 89 (23,5) e 60 a 69 (22,6%).
Inquérito sorológico
Uma pesquisa por amostragem, realizada pelo governo municipal, pretende testar 50 mil pessoas dos segmentos de educação, saúde, segurança pública, transporte e também idosos atendidos pela rede municipal de saúde.
O objetivo é fazer um inquérito sorológico para entender o mecanismo do vírus na cidade.
Segundo o coordenador da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, Moisés Taglietta, ao contrário do que vinha sendo realizado no início da pandemia, que era testar apenas os casos mais graves, a vigilância epidemiológica decidiu testar os assintomáticos, seguindo a tendência do país.
“A quantidade de assintomáticos mostrou-se bastante significativa na epidemia em todos os países e se fez necessário um estudo em todas essas pessoas”, afirmou, em entrevista ao Parlamento Aberto, da Câmara Municipal.
Centro de Triagem de Coronavírus, em Piracicaba
Divulgação/ Prefeitura de Piracicaba
Para obter “um olhar mais ampliado” sobre a epidemia do coronavírus, a vigilância epidemiológica “abriu o leque” e passou a incorporar os testes não apenas por sintomas, mas por segmentos profissionais e faixa etária.
A decisão de fazer os testes nesses grupos foi, segundo o coordenador, para entender como o isolamento menor desses segmentos, que têm bastante exposição com outras pessoas, se desenha na pandemia.
De acordo com Moisés Taglietta, a testagem em massa pode influenciar no plano de reabertura gradual das atividades econômicas em Piracicaba.
“Vai ajudar sim no que, talvez, desenhar de alguma forma a retomada quando vier a nossa fase verde mais calcada em evidência cientifica”, disse.
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