Corpos de três vítimas de acidente no Porto do Rio são enterrados


Parentes e amigos se despediram de Luís Carlos de Oliveira, Denilson Cruz e Rogério Sacramento no Cemitério de Sulacap, na Zona Oeste da cidade. Corpos de 3 ocupantes de carro que caiu na Baía de Guanabara são enterrados
Os corpos de três das quatro vítimas do acidente no Cais do Porto do Rio de Janeiro foram enterrados nesta sexta-feira (20). O carro onde o grupo de cinco trabalhadores estava caiu na Baía de Guanabara. Só um deles conseguiu se salvar.
Emocionados, parentes e amigos se despediram, no Cemitério de Sulacap, na Zona Oeste da cidade, de Luís Carlos de Oliveira, Denilson Cruz e Rogério Sacramento.
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“Pensa numa pessoa que tirava o chinelo e dava pra a gente? Tirava o chinelo, tirava a roupa , ajudava as pessoas na rua… Gente de rua que ele nem conhecia. O que eu vou falar do meu marido? Um marido maravilhoso, trabalhador, muito amoroso. Foram os melhores anos que eu tive, os quatorze que eu passei com ele”, desabafou Ana Paula Sacramento, mulher de Rogério.
O acidente com o grupo de funcionários foi na quarta-feira (18). O carro despencou de um ponto onde era realizada uma obra que reduziu a largura da pista no cais. Também havia material de construção no chão e uma lombada. Entretanto, nada estava sinalizado.
Local do acidente na Baía de Guanabara
Reprodução/TV Globo
Para piorar a situação, chovia e estava escuro. Dos cinco ocupantes do carro, só um sobreviveu. Todos eram funcionários da Pennant Serviços Marítimos, empresa especializada em operações portuárias e serviços no Porto do Rio.
Parentes das vítimas afirmaram que falta segurança para quem trabalha no local.
“Uma medida simples, por exemplo: se tivesse um parapeito ali… Essa questão da falta de segurança no trabalho se arrasta no decorrer dos anos. O porto não se preocupa com o trabalhador”, disse Luís Cláudio Diogo, sobrinho de Rogério Sacramento.
O corpo da quarta vítima, Paulo Roberto da Silva de Almeida, será enterrado no sábado (21) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, no mesmo local onde Denílson foi sepultado. Ele deixa mulher e três filhos.
Investigação
As investigações estão sob a responsabilidade da delegacia da Polícia Civil na Praça da República. Mas quase 48 horas depois do acidente, o local ainda não foi periciado.
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A Polícia Civil informou apenas que testemunhas e responsáveis pela empresa Pennant Serviços Marítimos vão prestar depoimento.
Questionada, a corporação não disse quando fará a perícia. O RJ2 também não conseguiu entrar em contato com a administração do porto.
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