Corvid-19: restaurantes da região de Campinas registram metade do faturamento médio após três semanas de fase verde


Segundo Abrasel, a retomada do consumo nesses estabelecimentos ocorre de forma gradativa, mas limitação em funcionamento provoca impactos nos resultados do setor na metrópole. Restaurantes de Campinas relatam recuperação do setor
Três semanas após Campinas (SP) avançar à fase verde do plano de flexibilização da economia durante a pandemia do novo coronavírus, os restaurantes registram metade do faturamento médio contabilizado antes da crise sanitária, segundo levantamento da associação que representa o setor (Abrasel). Quem trabalha no setor relata expectativa por melhorias nos indicadores, com a retomada gradativa de público, mas avalia que a restrição de horário ainda provoca impactos negativos no setor.
Empresários ouvidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, contabilizam faturamento entre 50% e 60%. As regras da fase verde do Plano SP tiveram início em 10 de outubro, quando foi autorizado pelo estado que bares e restaurantes possam abrir por até 12 horas, que iniciem as atividades depois das 6h e terminem às 22h, com permanência no local até 23h. Além disso, a capacidade foi ampliada de 40% para até 60%, desde que mantida uma série de regras para evitar a transmissão do coronavírus.
“Isso varia um pouco de cada tipo de oferta. Por exemplo, os restaurantes do Centro, buffet self-service, ainda tem pouca gente na rua, estão com resultado pior. Os restaurantes que trabalham mais de final de semana estão conseguindo ter um resultado um pouquinho melhor”, destaca o presidente da Abrasel, Matheus Mazon.
Segundo a associação, a restrição imposta pelo plano de flexibilização impede “rodagem de mesas” pelos restaurantes. “Tá dando para pagar as contas, mas ainda não está numa situação de equilíbrio a ponto de voltar a animar o mercado”, avalia o presidente.
Reflexos das alterações
Silvio Bigon relata que, com a mudança, o restaurante dele substituiu o delivery no horário de almoço por refeições servidas dentro do estabelecimento.
“Quando as pessoas conhecem a realidade que a gente tem e oferece, toda segurança do buffet, as pessoas com luvas, isso tem dado segurança para as pessoas […] Todos os meios precisam voltar para que a gente possa ter uma possibilidade”, destaca o empresário.
No estabelecimento de José Ferreira Junior, a retomada gradativa permitiu a recontratação de alguns funcionários dispensados no início da pandemia. Otimista, ele espera abrir novos postos de trabalho com aumento de faturamento do setor.
“Com esse desenvolvimento eu acredito que, até janeiro e fevereiro, esteja normal o movimento. Essa é a expectativa”, explica Ferreira.
Restaurantes de Campinas (SP) alcançam metade do faturamento médio anterior a pandemia da Covid-19
Reprodução/EPTV
Da dúvida à fase verde: comércio em Campinas completa três meses da reabertura na pandemia
Perdas
De acordo com a Abrasel, cerca de quatro mil estabelecimentos foram fechados na região e 22 mil trabalhadores foram demitidos desde o início da pandemia do novo coronavírus.
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