Covid-19: veja dicas sobre uso de máscaras no período de calor e baixa umidade do ar


Uso é obrigatório para proteção durante a pandemia, mas ainda gera desconforto em algumas situações. G1 entrevistou profissionais do Triângulo e Centro-Oeste de Minas para falarem de modelos, tecidos e melhor escolha para a prática esportiva; confira. Segundo a ANS, pessoas que utilizam máscara ao sair de casa estão duas vezes mais protegidas do que quem não utiliza
Giuliano Gomes/PRPress
Atualmente, a máscara é considerada item básico no cotidiano da população devido a pandemia de Covid-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E não importa a época do ano, as pessoas têm convivido com ela em períodos de calor ou frio.
O G1 entrou em contato com profissionais, que deram dicas relacionadas à saúde, a importância sobre o uso do tipo correto de máscara e também para quem se sente mais confortável sem deixar de estar protegido, utilizando determinado tipo de tecido ou modelo.
A reportagem também conversou com um climatologista, que falou sobre a previsão para a primavera e o início do verão no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que promete ser de temperaturas altas e tempo seco, o que pode influenciar na saúde de quem pratica exercícios físicos e não pode deixar a máscara de lado.
Máscaras
Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), pessoas que utilizam máscara ao sair de casa estão duas vezes mais protegidas do que quem não utiliza. Ela também deve estar seca e, caso fique úmida, deve ser trocada para diminuir a probabilidade de contaminação pela Covid-19.
De acordo com a professora universitária Amanda Luisa da Fonseca, para os períodos mais quentes, as máscaras feitas de tecido de algodão são as mais recomendáveis. A eficácia também depende que esteja limpa e seca.
“Pesquisadores e profissionais da área têxtil têm trabalhado no enfoque dos tecidos. O algodão é o tecido recomendável, por proporcionar melhores condições de respiração”, apontou Fonseca.
Para garantir a respiração e a proteção adequadas, as máscaras devem ser formadas por três camadas de tecido e não podem ser impermeáveis. A utilização do equipamento deve estar associada à higiene das mãos e distanciamento mínimo.
“Para a população em geral, as máscaras de algodão com três camadas ou cirúrgicas melhoram a proteção. E para os profissionais de saúde, as máscaras do modelo N95 são melhores quando comparadas com as máscaras cirúrgicas. Deve-se atentar também para o melhor ajuste facial”, acrescentou.
Ainda segundo a professora, a indústria têxtil tem realizado pesquisas para o desenvolvimento de tecidos inteligentes capazes de romper a parede de vírus e aumentar a proteção e garantir a eficiência respiratória.
“Em tecnologias iniciais já aplicadas no Brasil se observa que nas máscaras com tecido inteligente, as duas primeiras camadas de tecidos têm repelência à água, na terceira camada, é atribuída a proteção extra com duas tecnologias, a atividade antimicrobiana, apresentada por sais de prata e a química lipossomal com efeito antiviral”, completou a professora.
Descarte
Ainda segundo a Tatiane Marques, é preciso ter cuidado na hora de descartar as máscaras que não podem ou não tem mais condição de uso.
“O descarte, seja de máscaras descartáveis ou reutilizáveis precisa ser feito corretamente. A máscara deve ser colocada em duas sacolas plásticas amarradas e posteriormente descartadas. Ela nunca deve ser descartada no lixo comum. O ideal é que a sacola tenha identificação, para que os coletores de lixo saibam que é preciso ter cuidado”, completou a biomédica.
Máscaras de proteção tem diversos modelos, tecidos e precisam ser descartadas de forma correta
Palmira Ribeiro/G1
Altas temperaturas e exercícios físcos
Ao longo desta última semana de setembro, os termômetros têm variado entre 37º C e 41º C em cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, segundo o Climatempo. A umidade relativa do ar fica em estado de alerta nas regiões durante esta semana, com mínimas entre 13% e 20%, e máxima em 60%.
Conforme o climatologista Ruibran dos Reis, a primavera de 2020, iniciada em 22 de setembro, deverá seguir com altas temperaturas.
“A previsão é que a primavera seja bastante quente, com possibilidade de quebra de alguns recordes históricos em Minas Gerais. Para o verão, ainda não é possível fazer uma previsão, mas é possível adiantar que no meio de dezembro devemos ter chuvas significativas, principalmente no Triângulo Mineiro e em boa parte do estado”, explicou o climatologista.
As altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar, aliada à utilização das máscaras, podem gerar desconforto para as pessoas que intensificam a prática de exercícios físicos já pensando no verão. De acordo com a personal trainer Alessandra Lo Gullo, a principal reclamação dos praticantes de atividades físicas é a sensação de falta de ar.
“Eles reclamam da sensação de que o ar não está sendo inspirado corretamente, principalmente em exercícios que demandam mais força como supino e agachamento. Também existe a reclamação dessa dificuldade durante caminhadas, sem necessariamente ser durante corridas”, apontou a personal.
Para amenizar o desconforto, Lo Gullo tem aconselhado a utilização de máscaras cirúrgicas.
“Tenho pedido que meus alunos usem a máscara cirúrgica, que é descartável, pois ela dá uma sensação de conforto maior e permitem que o ar seja trocado mais facilmente”, concluiu.
Máscaras cirúrgicas podem ser usadas para a prática esportiva durante períodos de calor e baixa umidade do ar
Reprodução/TV Globo
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