Dados da OMS evidenciam 2ª onda de covid-19 na Europa e nos EUA

A Europa e os Estados Unidos estão atravessando uma nova onda da pandemia de covid-19. O quadro pode ser observado nos dados monitorados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e provocou nesta semana apreensão no mercado financeiro, o que levou Bolsas de todo o mundo à queda na última 4ª feira (28.out.2020).

As estatísticas de casos e mortes pela doença cresceram acentuadamente desde o final de agosto no continente europeu. Líderes dos países do continente decidiram retomar medidas que restringem a circulação de pessoas para frear a disseminação do coronavírus.

Em território norte-americano, a média móvel de casos em 7 dias atingiu o nível máximo desde o início da pandemia. Por lá, no entanto, o número de mortes não apresenta crescimento.

Europa

O continente contabilizou 2.736 mortes pela doença apenas na 4ª feira (28.out). Até o fim de agosto, o número de vítimas confirmadas por dia ficava sempre numa faixa próxima a 400.

A média móvel de mortes em 7 dias atingiu 2.078,9 em 29 de outubro na Europa. É o patamar mais elevado desde 5 de maio, quando a média móvel estava em 2.103.

Para tentar conter o avanço da doença, nesta semana países como França, Itália e Alemanha anunciaram novas medidas de restrição ao isolamento social.

A França registrou mais de 47.000 novos casos na 5ª feira (29.out). A partir desta 6ª (30.out), o país entra em novo lockdown. Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, as pessoas só podem sair de casa “para trabalhar, ir ao médico, dar assistência a 1 parente, fazer compras essenciais ou tomar ar nas proximidades de casa“.

A Itália registrou na 5ª feira (29.out) o maior número de novos casos desde o começo da pandemia: 26.831. O Ministério da Saúde italiano anunciou novas medidas restritivas até 24 de novembro. Recomendou que as pessoas evitem utilizar os transportes públicos ou privados. Academias, piscinas, centros de natação, centros de bem-estar e spas foram fechados. Restaurantes e bares funcionam com horário reduzido.

A Alemanha, que conseguiu ficar entre os países que melhor lidaram com a 1ª onda da  covid-19, viu os casos dispararem em outubro. Na 5ª feira (29.out), foram 18.732 novos casos em 24 horas. Em abril, pior mês até então, o número de novos casos nunca passou de 7.000.

governo alemão anunciou que, a partir da 2ª feira (2.nov) até o fim do mês de novembro, espaços de lazer e restaurantes devem ser fechados; eventos de entretenimento serão proibidos e festas devem ser restringidas. A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu que as pessoas evitem viagens pessoais e visitas a outras pessoas, incluindo membros da família.

Estados Unidos

Os Estados Unidos registraram 91.530 novos casos de covid-19 na 5ª feira (29.out.2020). Foi o recorde diário desde o início da pandemia.

Não foi 1 pico isolado. Os EUA registraram, em média, mais de 73.000 casos da doença ao longo dos últimos 7 dias. Trata-se também do patamar mais alto desde o início da pandemia.

Apesar da alta no total de infectados, o número de mortes não acompanha essa alta.

A média móvel de mortes em 7 dias nos Estados Unidos confirma que, ao menos por ora, o crescimento do número de casos em território norte-americano não está levando o país a 1 aumento no número diário de mortes.

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