Defensoria do RJ limita atendimento presencial para conter avanço da Covid na instituição


Esquema prevê presença de até 25% das equipes em cada sede da Defensoria e o atendimento presencial terá que ser agendado, exceto em casos de urgência. Sede da Defensoria Pública do Rio de Janeiro
Divulgação
Com o avanço da Covid-19 no estado, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) anunciou que, a partir da segunda-feira (23), irá retornar à “Fase 1” do planejamento para conter a disseminação do vírus na instituição.
Numa rede social, o defensor público geral, Rodrigo Pacheco, afirmou que a instituição voltará a ter a presença “de até 25% das equipes em cada sede” e o atendimento presencial terá que ser agendado, exceto em casos de urgência.
A volta ao primeiro estágio também foi definida porque, segundo informado pela DPRJ, foi verificado um aumento do número de comunicações de casos positivos de Covid na Defensoria.
Mudanças em concurso em busca da equidade racial
Na semana do Dia da Consciência Negra, celebrado nesta sexta-feira (20), a Defensoria Pública do Rio também anunciou uma mudança histórica para inclusão de negros na instituição.
Foram aprovadas pela instituição medidas no regulamento do próximo concurso para defensor público visando a equidade racial ao longo dos próximos anos.
Algumas delas são o aumento do percentual de vagas reservadas para negros e indígenas, de 20% para 30%, e critérios de correção diferenciados para os cotistas durante todas as fases do concurso.
As propostas apresentadas foram resultado dos estudos do Grupo de Trabalho de Ações Afirmativas e também da Coordenação de Promoção da Equidade Racial da defensoria (Coopera), órgão que representa uma instância de governança do racismo institucional.
A defensora pública e coordenadora da Coopera, Lívia Casseres, considera que as medidas aprovadas são um passo fundamental para transformar o sistema de recrutamento dos profissionais e corrigir uma histórica exclusão de pessoas pertencentes a grupos discriminados.
“Com um amplo debate e intensa participação dos movimentos sociais, o Conselho Superior removeu os maiores obstáculos que dificultavam a efetividade da política de cotas no concurso, o que certamente trará resultados muito positivos para a composição de uma instituição mais diversa e mais democrática”, ressaltou a defensora.
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