Depois de inaugurar um novo centro de distribuição no Brasil no início de setembro, a Amazon lança agora sua data de promoções exclusivas para assinantes no país. E “não vamos parar por aí”, diz o presidente da marca no Brasil, Alex Szapiro

Caixa de encomenda da Amazon (29.jan.2016)

Foto: Mike Segar/REUTERS

As promoções do Prime Day devem acontecer entre 13 e 14 de outubro. Durante as 48 horas de evento serão disponibilizados mais de um milhão de itens em todo o mundo e em todas as categorias de produtos.

O dia de descontos acontece simultaneamente nos EUA, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Cingapura, Holanda México, Luxemburgo, Japão, Itália, Alemanha, França, China, Canadá, Bélgica, Áustria, Austrália e, participando pela primeira vez neste ano, Turquia e Brasil.

As ofertas são exclusivas para assinantes do serviço Prime, mas é possível acessá-las no período gratuito de teste, sem ter pago nenhuma mensalidade. “Durante o Prime Day, ofereceremos aqui mais de 15 mil promoções de produtos e marcas em mais de 30 categorias”, completa Szapiro.

Investimentos

Com um ano do serviço “Prime” no Brasil, a empresa diz ter uma série de lançamentos programados para as próximas semanas, mas não divulga números sobre o faturamento no mercado brasileiro.

“O que posso dizer é que hoje o Brasil é um dos principais países consumidores do Prime no mundo”, afirma. O serviço de assinaturas da companhia conta hoje com 150 milhões dos chamados “prime members” em nível global. Ele diz que o crescimento de assinantes no país é acima da média.

O investimento no novo centro de distribuição (CD) em Cajamar, na Grande São Paulo — quinto da companhia no Brasil e o quarto na cidade paulista — teve muito a ver com a nova data de promoções que a empresa traz agora para cá.

A intenção da Amazon, agora, é atender ao crescimento da demanda que os descontos costumam trazer ao redor do mundo, mas com rapidez na entrega. Aliás, mais aberturas de centros de distribuição em novos estados estão no radar da companhia, segundo o executivo.

Para ele, a pandemia da Covid-19 apenas antecipou investimentos para suprir as necessidades dos consumidores com maior sortimento de produtos e com mais pontos físicos de armazenamento para acelerar as entregas.

Quando questionado a respeito da competição no e-commerce brasileiro, que conta com mais players brigando por mercado do que em outros países, o executivo diz não estar preocupado. “Gasto zero do meu tempo olhando para competidores. Zero do meu tempo olhando para relatórios de bancos”, afirma.

Na última semana, um relatório do HSBC apontou que o setor de e-commerce brasileiro, no médio prazo, deve assistir a fusões e aquisições dos principais players do ramo ou então passar por uma competição de preço tão acirrada que empurre alguns deles para fora da disputa.

“No Brasil, existem atualmente cinco players e nós achamos difícil ver todos eles desfrutando de uma participação de mercado de 15-20%”, afirma o texto dos analistas Ravi Jain e Felipe Cassimiro.

Na corrida pelo download dos aplicativos, segundo o banco, a Amazon vem crescendo no país. No entanto, ainda muito abaixo das concorrentes já estabelecidas por aqui. “Os downloads de aplicativos da Amazon Brasil melhoraram, chegando a 1 milhão em agosto de 2020, mas ainda significativamente abaixo das concorrentes que variam de 2,5 milhões a 3,5 milhões de downloads”, dizem os analistas.

Para Szapiro, o varejo brasileiro é um campo enorme de atuação. “A penetração do e-commerce no Brasil está em torno de 5 a 6%”, diz. Ele avalia que ao prestar um serviço de qualidade, não há porque se preocupar com a concorrência, já que haveria muito espaço a ser conquistado.

E os investimentos da companhia por aqui para acelerar as entregas não são poucos. O executivo afirma que, quando o Prime foi lançado por aqui, a entrega em dois dias atingia 6 cidades. Um ano depois, a entrega neste prazo chega a 400 municípios.

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