Dez cachorrinhos abandonados em balde na frente de antigo mercado de RO são adotados


Cinco machos e as cinco fêmeas têm cerca de dois meses de vida e estavam debilitados. Abandono aconteceu na última quarta-feira (28) em Porto Velho. Dez filhotes de cachorros são encontrados em balde em Porto Velho.
Beatriz Ramos/Arquivo pessoal
Dez cachorrinhos que foram abandonados na frente do antigo mercado Gonçalves, em Porto Velho, na última quarta-feira (28) foram adotados. Os filhotes foram deixados no local dentro de um balde amotoados, segundo a engenheira agrônoma Beatriz Ramos, de 31 anos, que trabalha em uma loja de agropecuária ao lado do mercado.
“As meninas que trabalham na loja junto comigo que encontraram. Elas chegam mais cedo e sempre estacionam a moto delas no antigo Gonçalves. E elas ouviram os filhotes chorando. Estavam dentro de um balde. Peguei os cachorrinhos com elas e conseguimos colocá-los em uma carreta na frente da loja. Depois colocamos os filhotes em um lugar mais quentinho”, explicou.
Os cinco machos e as cinco fêmeas, conforme Beatriz, têm cerca de dois meses de vida e estavam debilitados. A pessoa que deixou os cachorrinhos no local não foi localizada. “Cheios de carrapatos, com vermes e bem sujos. Não se sabe o horário que foram deixados”, complementou Beatriz.
Filhotes foram encontrados debilitados em Porto Velho.
Beatriz Ramos/Arquivo pessoal
Os filhotes foram adotados no mesmo dia. A engenheira agrônoma contou ao G1 que pelo menos 140 pessoas a procuraram para conseguir um cachorrinho. O caso chegou a ser postado nas redes sociais por Beatriz, mas ela precisou apagar devido a enorme procura. “Eu não estava conseguindo responder as pessoas. Era muita gente mesmo”, disse.
“A gente ainda fica preocupado com as mães desses filhotes, pois se não tiver um cuidado, vai continuar procriando e abandonando. A pessoa prefere colocar em qualquer canto. É complicado e estamos tentando bater nesta tecla da castração”, opinou a engenheira.
Uma das pessoas que conseguiu adotar foi o engenheiro Cedres Pacheco, de 24 anos. À reportagem, ele contou que perdeu seu melhor amigo de 16 anos e percebeu que a cadela, que fazia companhia ao cachorro, começou a ter problemas.
Filhotes de cachorro abandonados em balde foram adotados no mesmo dia que foram encontrados em Porto Velho.
Beatriz Ramos/Arquivo pessoal
“A outra começou a sentir, a ter problemas, ficar mais quietinha, pois tinha ele como companheiro. Foi quando comecei a procurar, mas teve um período que parei. E quando vi todo mundo compartilhando, falei para minha mãe. Em menos de uma hora estava com um dos filhotinhos, o Zeus”, disse.
“Ele era o menorzinho e mais magrinho. Minha namorada também adora cachorros, ela tem seis, e vamos ficar com ele. Nós queremos cuidar e amamos cachorros. São seres muito inocentes e transmitem amor, alegram qualquer casa. Vou ficar com ele, vou cuidar dele”, declarou Cedres.
Maus-tratos
O abandono é considerado uma forma de maus-tratos a animais, portanto é crime (Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605/98). Segundo a legislação de proteção aos animais, são considerados como maus-tratos:
Praticar abusos, como ferir e mutilar;
Não dar água e comida diariamente;
Manter os animais presos em correntes;
Manter os animais em locais sujos e pequenos demais para que eles possa andar.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou no mês passado, sem vetos, a lei que estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão para quem praticar atos de abuso, maus-tratos ou violência contra cães e gatos. O texto também prevê multa e proibição da guarda para quem praticar os atos contra esses animais. A alteração foi feita na Lei de Crimes Ambientais.
Como denunciar?
As denúncias de maus-tratos podem ser feitas à Polícia Judiciária Civil pelo telefone 197, ou por mensagem para o WhatsApp (69) 98439-0102 e no e-mail 197@pc.ro.gov.br.
Nas mensagens é necessário colocar o endereço e pontos de referência do local em que os animais precisam de ajuda. Após a denúncia a situação é averiguada conforme protocolo de combate aos maus tratos.
O protocolo é desenvolvido em Porto Velho pela DERCCMA, que organiza um trabalho inicial para averiguação das denúncias, orientações aos tutores e providências, quando o caso se mostrar urgência para a retirada dos animais.
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