Dois servidores estaduais são presos suspeitos de fraudar contracheques para fazer empréstimos em Goiânia


Segundo a polícia, eles tentaram fazer dois consignados, totalizando mais de R$ 60 mil, mas foram presos na agência bancária. PC estima que outras dez pessoas possam estar envolvidas como intermediários. Dois servidores públicos são presos suspeitos de aplicar golpes com contracheques falsos
Dois servidores estaduais foram presos suspeitos de usar contracheques falsos para fazer empréstimo consignado, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, eles tentaram fraudar empréstimos totalizando mais de R$ 60 mil, mas foram presos em flagrante, em uma agência bancária. Polícia suspeita que outras dez pessoas possam estar envolvidas como intermediários.
O G1 não conseguiu localizar a defesa dos servidores, pois os nomes deles não foram divulgados pela corporação.
A prisão aconteceu no fim da tarde de quinta-feira (19), por policiais do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GREF/DEIC).
Os dois são suspeitos do uso de documentos públicos falsos, que seriam utilizados para conseguir dois empréstimos consignados, um de R$21 mil e outro de R$42 mil.
Dois servidores estaduais são presos suspeitos de fraudar contracheques para fazer empréstimos em Goiânia
Divulgação/Polícia Civil
Segundo a polícia, os presos são uma servidora pública, ocupante de cargo comissionado de Assessora na Secretaria de Administração (Sead), e um Vigilante Penitenciário Temporário.
Em nota ao G1, a Sead disse que, “em razão da gravidade do ocorrido, todas as providências necessárias para o desligamento da servidora, que entrou no Estado em março de 2009, já estão em andamento”. Sobre o Vigilante Penitenciário, a reportagem solicitou posicionamento à Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, e aguarda retorno.
Prisão
Os servidores presos em um banco, logo após apresentarem contracheques pessoais adulterados para formalização do consignado. No documento forjado, além de outras informações modificadas, constava que o cargo ocupado era efetivo.
Segundo a polícia, os servidores falsificaram os contracheques porque servidores de cargos temporários ou comissão não são autorizados a fazer empréstimo nessa modalidade.
Conforme a polícia, graças à ação da equipe, os suspeitos não conseguiram finalizar o empréstimo, e a prisão se deu no estabelecimento do correspondente bancário, logo após a entrega dos documentos mencionados.
A Polícia Civil diz que continua as investigações, pois estima que cerca de dez pessoas possam estar envolvidas na ação criminosa como intermediários. A previsão é que o inquérito seja concluído em dez dias.
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