Dona de asilo em Taquaraçu de Minas, na Grande BH, é denunciada por maus-tratos e desobediência judicial


Denúncia traz nove relatos de agressões. Em um deles, a mulher teria aplicado água sanitária no ouvido de um interno e cortado parte da orelha dele com tesoura. Centro de Convivência Sol Nascente, em Taquaraçu de Minas
Reprodução/ TV Globo
A dona do Centro de Convivência Sol Nascente, em Taquaraçu de Minas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais por maus-tratos e desobediência judicial. Dois internos com dependência química também foram denunciados por tortura, já que, segundo o MP, eles teriam participado de uma das agressões.
O caso veio à tona em agosto deste ano, quando após denúncias, a Polícia Civil investigou o caso e denunciou a proprietária do local e a Justiça determinou o fechamento da instituição.
Ao todo, a denúncia do Ministério Público contém nove episódios de violência, ocorridos entre maio e junho deste ano. Em um deles, uma idosa com sofrimento mental foi agredida com tapas pela dona do abrigo e impedida de deitar na cama durante o dia.
Em outro episódio, um idoso de 80 anos, com Alzheimer, e outro de 85, com Parkinson e também com Alzheimer, passaram a noite amarrados na cama durante a noite, sem suporte de cuidadores. Eles ainda passaram horas com fraldas sujas.
Há relatos também de um outro interno, de 74 anos, que levou tapas no rosto e, ao cair no chão, foi atingido pelo andador da proprietária da instituição.
Outra história narrada na denúncia diz respeito a um idoso de 91 anos, que estava com tumor na área do ouvido e ferimento na orelha. Ao invés de levá-lo ao centro de saúde, a mulher teria deixado ocorrer miíase na lesão, que é a presença de larvas de mosca. Para limpar o machucado, ela ainda teria usado água sanitária, cortado parte da orelha do idoso com tesoura e aplicado produto para animais no local.
Em relação à denúncia por desobediência judicial, a mulher vai responder por ter permitido que seu companheiro, ex-administrador do asilo, comparecesse ao local. Uma ordem judicial de 2018 já tinha pedido afastamento do homem que também havia sido denunciado por maus-tratos.
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