Dos 860 vereadores eleitos no ES, 93 são mulheres


O número, que equivale a 10,8% do total de novos vereadores, evidencia que elas permanecem sendo minoria. No entanto, as eleitas afirmam que estão dispostas a usar seus mandatos em prol da luta por mais representatividade na política. Patrícia Crizanto (PSB), Lari Camponeza (Republicanos) e Raphaela Moraes (Rede) foram eleitas vereadoras no ES
Reprodução/TV Gazeta
Mais da metade dos eleitores do Espírito Santo são mulheres. Seria natural, portanto, deduzir que elas também têm espaço garantido nas cadeiras das câmaras municipais. Mas isso não acontece. 
Dos 860 vereadores eleitos no estado, 91 são mulheres. O número, que equivale a 10,8% do total de novos legisladores municipais mostra que elas permanecem sendo minoria. 
Mesmo ainda sendo um número baixo, o saldo das eleições de 2020 quando se trata de representatividade feminina na política é positivo, tendo em vista que em 2016, foram eleitas 77 mulheres. 
Patrícia Crizanto (PSB) é a única vereadora reeleita na Grande Vitória. Para ela, a recondução à Câmara de Vila Velha é fruto de um trabalho diário, que tem como bandeira a luta contra o preconceito. 
Dos 860 vereadores eleitos no ES, 91 são mulheres
“Que possamos nos unir, que possamos abraçar essas outras mulheres que não foram eleitas para que no próximo pleito nós possamos ter uma representatividade ainda maior nesses espaços”, diz a vereadora. 
Em Vitória, apenas duas mulheres foram eleitas, em Vila Velha uma e na Serra duas, enquanto em Cariacica, não haverá nenhuma representante municipal feminina pelos próximos quatro anos. 
Raphaela Moraes (Rede) foi uma das vereadoras eleitas pelos serranos. Essa foi a primeira vez que ela disputou uma eleição. 
“A gente precisa acreditar no potencial das mulheres, porque nós temos potencial. No meu caso, eu me preparei para representar as pessoas, com formação técnica, com causa, com bandeira e ainda assim sofri muito  preconceito nas ruas. Mulher que é vítima de violência, mulher que tem medo, a mulher que sofre hoje qualquer tipo de abuso por ser mulher precisa da representatividade feminina na prefeitura de na câmara”, destaca Raphaela. 
A diferença de gênero também aparece quando se analisa os perfis dos candidatos às câmaras no último pleito. Foram 7.691 homens e 4.115 mulheres. 
Apesar da disparidade, a representação de mulheres no Legislativo municipal ganha novos perfis. Lari Bortolote Marcon (Republicanos), cujo nome de urna é Lari Camponesa, é a primeira travesti a ser eleita vereadora na cidade de Rio Novo do Sul, no Sul do Espírito Santo. 
“Tenho grandes propostas para o meu município, com um olhar mais visado pelo povo do campo, que sempre esteve abandonado no nosso município e que me acolheu muito, mesmo eu sendo uma travesti e eu tenho muito carinho por isso. Também quero levantar a bandeira para representar os LGBTs”, diz ela. 
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