Eleições 2020: candidatos à Prefeitura de Caxias do Sul falam sobre propostas para combater a pandemia

Candidatos da cidade da Serra responderam à pergunta: ‘Qual o seu plano de governo sobre o combate à Covid-19?’ Veja as respostas. O combate à pandemia do coronavírus foi apontado, em pesquisa feita pela RBS TV, em cidades do Rio Grande do Sul, como uma das áreas mais sensíveis à população.
Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, uma equipe de reportagem acompanhou a agenda dos candidatos a prefeito e perguntou a todos eles: “Qual o seu plano de governo para combater a Covid-19?”
Veja a resposta dos candidatos, em ordem alfabética do nome que aparece na urna.
Adiló (PSDB)
“Saúde e recuperação do emprego são as metas principais. Primeiro, para recuperar os 6 mil postos de trabalho que perdemos e, em segundo lugar, para devolver o atendimento à saúde para os caxienses, consultas especializadas, cirurgias, mutirões serão feitos e também contratação na iniciativa privada. O nosso foco através da desburocratização e da inovação será estimular a economia de Caxias para que nós possamos, tanto na questão da saúde, quanto da economia, fazer uma rápida recuperação. Isso será o nosso foco com toda a certeza.”
Carlos Búrigo (MDB)
“Primeiro quero dizer que desde março como deputado estadual tenho trabalhado no sentido de possibilitar a estruturação do sistema de saúde em Caxias do Sul e na região. E quando for prefeito quero também estruturar o sistema de saúde em Caxias do Sul dando prioridade o atendimento às pessoas que mais precisam, principalmente porque nós vamos ter pessoas que precisarão muito do poder público. Muitas pessoas não poderão mais pagar o sistema de saúde e terão que ir para o SUS e nós temos que estar qualificados.”
Edson Néspolo (PDT)
“A pandemia nos ensinou a valorizar a família, amigos, vizinhos, sermos mais humanos. Nós temos que aproveitar esse exemplo médico da família, trabalhar a saúde preventiva. Com a pandemia nós vamos ter mais desemprego em Caxias, melhorar nossos convênios, Hospital Geral, Pompéia, Virvi Ramos, tirar as pessoas da fila para marcar consulta, faremos isso com inovação e tecnologia através de marcação via celular. Nós queremos intensificar a nossa relação com toda a rede de saúde.”
Júlio Freitas (Republicanos)
“Nós precisamos fazer em Caxias do Sul o que até hoje não foi feito. É um controle efetivo da pandemia, com testagem em massa, isolamento dos grupos de risco e barreiras sanitárias e aplicarmos o recurso que veio do governo federal para a área da saúde, que não foi aplicado todo o recurso disponível. Nós não podemos penalizar a população em coletivos lotados, penalizando os idosos que têm que pagar passagem em determinados horários e fazer com que a população perca sua capacidade de renda e postos de trabalho. Nós precisamos cuidar da saúde pública de forma séria e responsável e não prejudicar a população de Caxias do Sul.”
Nelson D’arrigo (Patriota)
“Ano que vem nós vamos ter um desafio muito grande. E não é só na saúde, nem só do corona, nós vamos ter que investir maciçamente também na prevenção de possíveis futuras pandemias para que a nossa cidade não sofra o que sofreu nesse episódio. Na saúde, nós vamos investir nos hospitais, continuar investindo e mantendo principalmente os leitos de UTI, que hoje são fundamentais para o combate do coronavírus. Não podemos esquecer de segurança e educação e, principalmente, o emprego.”
Pepe Vargas (PT)
“Nós garantiremos testes de Covid-19 para todos os pacientes que apresentarem sintomas. Faremos a busca ativa dos seus contatos para serem testados, para que fiquem em quarentena, para bloquear a transmissão do vírus. E fazer o monitoramento desses pacientes para internação precoce caso tenham sintomas persistentes ou sintomas que se agravem. Será necessário, também, um grande mutirão para fazer procedimentos especializados que deixaram de ser feitos durante a pandemia.”
Renato Nunes (PL)
“Estaremos trabalhando desde o primeiro momento do nosso governo, com a nossa equipe técnica para dar continuidade ao que foi feito até aqui e amplificar, aumentar todas as ações. O nosso objetivo é zerar o número de contágio, zerar o número de óbitos na nossa cidade. Para isso, a fiscalização tem que ser eficaz, todos os nossos servidores da área de saúde estarão trabalhando fortemente na fiscalização, juntamente, inclusive, com todos os cargos em comissões, nós dando um bom exemplo pra população e a população ajudando a fiscalizar.”
Renato Toigo (PSL)
“Os planos de governo dessa eleição devem ter um pouco mais de sentimento em vista da pandemia ocorrida nesses últimos anos. Muitas pessoas perderam a vida, muitas pessoas o emprego, e outras perderam o negócio. Então nós, efetivamente, precisamos dentro do nosso plano de governo incentivar o emprego, incentivar os novos negócios, fazer com que Caxias possa crescer, pós-pandemia. É um problema para o governo que vai assumir? Sim. É um problema. Nós pretendemos fazer com que esse problema seja resolvido durante o nosso governo.”
Slaviero (Novo)
“2020 nós fomos surpreendidos por essa pandemia, não estávamos preparados. Nem o Brasil. O mundo inteiro, mas principalmente o Brasil, o estado do Rio Grande do Sul, nós não estávamos preparados pra essa pandemia. A gente viu muita gente perdendo emprego, perdendo saúde, as pessoas perderam as vidas, inclusive, e a gente precisa trabalhar com prevenção. Uma medida que eu acho fundamental é a gente trabalhar a questão do saneamento básico. O marco regulatório nos dá ferramenta pra que a gente possa em 2033 ter universalização do esgoto tratado e também água. Água é importante para poder lavar a mãos e estarmos preparados para a pandemia.”
Toninho Feldmann (Podemos)
“Nós temos um plano estratégico de combate às consequências do coronavírus. É o orçamento cooperativo e solidário. O que é o orçamento cooperativo e solidário: é uma ferramenta de gestão em que a gente vai buscar parcerias, mutirão com hospitais, com o Sindicato Médico, pra quê? Pra zerar as filas de espera e fazer os procedimentos, cirurgias que deixaram de ser feitas no período da pandemia, e que isso acumulou muitos serviços que estão represados e que, agora, com o orçamento cooperativo e solidário nós vamos resolver essa situação.”
Vinícius Ribeiro (DEM)
“Minha solidariedade a quem perdeu seus familiares, amigos e colegas com Covid-19. Eu perdi meu pai de H1N1 e sei o quanto é duro. Mas a vida tem que seguir. Nós precisamos entender que cada um é um agente de saúde, mas que o poder público precisa fazer a sua parte que passa necessariamente pela integração do sistema das UBSs com os hospitais, o agendamento eletrônico, a diminuição de tempo de espera para pegar exames, consultas, cirurgias e remédios. Prevenir é fundamental com recursos do dinheiro municipal, estadual e federal.”
Funciona Assim: O que faz o prefeito?
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