Eleições em Feira de Santana: Colbert Martins fala sobre mobilidade urbana, saúde e educação

Colbert Martins tem 68 anos, é casado, tem superior completo e declara ao TSE a ocupação de prefeito. Ele tem um patrimônio declarado de R$ 895.895,70. O vice é Fernando de Fabinho, do DEM, que tem 63 anos. Candidato Colbert Mastins fala sobre campanha para a prefeitura de Feira de Santana
O candidato à reeleição na Prefeitura de Feira de Santana e segundo mais votado no 1° turno das eleições 2020, Colbert Martins (MDB) falou durante o programa Bahia Meio Dia, da TV Subaé, afiliada da TV Bahia, sobre mobilidade urbana, saúde e educação.
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Colbert Martins tem 68 anos, é casado, tem superior completo e declara ao TSE a ocupação de prefeito. Ele tem um patrimônio declarado de R$ 895.895,70. O vice é Fernando de Fabinho, do DEM, que tem 63 anos.
O candidato recebeu 110.146 votos – o que representa 38,18% dos votos.
Na sexta-feira (20), será a vez do candidato Zé Neto (PT), mais votado no 1° turno, ser entrevistado pela emissora. O critério de escolha foi ordem alfabética.
Confira a íntegra da entrevista com Colbert Martins:
Qual a sua análise sobre o resultado do 1° turno?
“Com muita tranquilidade, serenidade, com muita naturalidade, começo inclusive agradecendo a todos aqueles que lutaram, aos candidatos a vereador, a todos que disputaram conosco conjuntamente, a todos que trabalharam nas eleições, enfim é um ato, nesse momento, que a gente agradece, entendendo que essa é uma eleição completamente atípica. Pela primeira vez nós estamos fazendo uma eleição que não teve coligação, por isso houve uma pulverização grande de votos, uma queda média do número de votos também e um recorde de número de partidos participando. Com a epidemia que existe, existiu ainda esse componente diferente que levou muitas pessoas inclusive a não votarem, apesar dos mesários darem toda segurança possível as pessoas que lá foram votar. Então, entendo que nessa circunstância, as eleições decorreram dentro de um clima que foi um clima positivo e nós apresentamos todas as propostas as grandes proposições para Feira de Santana ter um avanço ainda melhor no seu desenvolvimento”.
Candidato no primeiro turno seu adversário teve mais votos que você na zona rural. Como é que você pretende reconquista esses eleitores já que existem muitas reclamações nos distritos?
“Essas reclamações e essas ações que a prefeitura tem nos distritos tem sido intensificada. Esse ano choveu de janeiro até praticamente agora, apesar de nós termos novos equipamentos nós só conseguimos nos últimos 60 dias recuperar por exemplo as nossas estradas, mais ações de saúde que nós estamos fazendo permanentemente, os testes rápidos que estão em todas as zonas rurais, hospitais que estão sendo ampliados, inclusive um em Jaguara. Nós estamos atuando cada vez mais fortemente e melhorando a questão do transporte também na zona rural, que é a maior zona rural das cidades de porte de Feira de Santana e agora nós estamos iniciando também com a proposta, vamos criar as prefeituras-distrito é importante que a exemplo das prefeituras-bairro, que já funcionam em Salvador e vão funcionar em Feira, as prefeituras-distrito possa lá no distrito, uma casa da prefeitura, reunir pessoas que possam lá, fazer esses trabalhos e serviços e basicamente quem vai trabalhar lá é quem mora e vive nos distritos. Esse é um dos pontos de trabalho ao mesmo tempo que a gente está cobrando segurança pública. Tem arrastões que estão sendo feitos nos povoados e a segurança pública no distrito está muito ruim, precisa melhorar bastante e isso é responsabilidade do estado”.
Seus adversários falam sobre a construção de um hospital municipal. O senhor já disse que não acha necessário no momento até porque já existe hospital de campanha, mas a gente lembra que hospital de campanha é exclusivo para tratamento de pacientes da Covid-19. Você pretende manter o hospital mesmo depois da pandemia?
“É natural que assim seja. Nós reformamos toda aquela unidade, ela está pronta, ela vai quando a pandemia acabar, vai funcionar como hospital municipal e pode ser cada vez mais ampliado. Por exemplo, nós entendemos que existem filas de cirurgias ortopédicas, nós queremos acabar com essas da cirurgia ortopédica, necessariamente elas não precisam ser feitas lá no hospital, elas podem ser feitas em qualquer dos hospitais e clínicas e a gente vai fazer esses convênios, para que possa também acabar com as filas. Absolutamente necessário os exames que precisam, endoscopia, as pessoas que tem cálculos renais sabem exatamente o que a gente precisa e deve e vai avançar em todas essas áreas na pós-pandemia. Nós vamos e já temos funcionando o nosso ambulatório pós-Covid e esse hospital de campanha será naturalmente transformado em hospital municipal especificamente para atender todas as pessoas da nossa cidade. Agora reitero que Feira de Santana tem um problema gravíssimo de emergência, continua tendo, o único hospital de Feira de Santana tem mais de 30 anos, continuamos com uma emergência só e precisa ser ampliado. Essa é uma função que o estado deve fazer e fazer cada vez mais”.
Infelizmente, nas últimas semanas, Feira de Santana voltou a registrar 100 casos de pacientes infectados com a Covid-19. A pandemia está aí, não passou. Caso a partir do ano que vem não apareça uma vacina, e a pandemia continue, o que o senhor pretende fazer para reduzir esses índices e combater a doença na cidade?
Hoje nós temos nove pessoas internadas na UTI e 18 pessoas nos leitos clínicos. Então nós estamos aguardando a vacina chegar e é importante que ela chegue também, porque a única alternativa de enfrentamento da Covid-19, da síndrome do pós-covid, com pessoas com alterações neurológicas, renais e várias circunstâncias que estão acontecendo. O que nós pretendemos e vamos fazer, como já fizemos é dar cada vez mais segurança para que nós possamos ter tudo funcionando como a cidade funciona nesse momento, mas também tem a segurança médica se for necessário. Porque se esses hospitais fecham, nós vamos renovar esse contrato amanhã é a terceira renovação que fazemos. O hospital de campanha vai funcionar até que exista uma vacina, até que não exista outras pessoas que precisam dessa unidade, ampliar as ações que nós estamos fazendo com testes. Nós estamos fazendo hoje testes rápidos, PCRs, que é uma forma de avanço. A gente consegue detectar antígenos chegando nas pessoas, chegando naquele contato que existe as vezes e a gente não detectava pelo método anterior que era um exame sorológico. Então estamos avançando em toda zona urbana e em todas as zonas rurais aonde as pessoas têm acesso aos nossos testes que visão detectar para os casos de Covid-19 e cada vez mais manter alerta para que nós tenhamos que evitar a contaminação. Vejo aqui na TV Subaé um cuidado muito grande, respeitoso, com cada um pelo uso da máscara, mas as pessoas devem evitar aglomeração. Isso nós vamos reiterar, insistir, vamos orientar para que nós não voltamos a ter problemas como tivemos no mês de junho e agosto passado.
Como é que o senhor pretende tratar a questão das ocupações irregulares em locais públicos daqui de feira de Santana um exemplo é a avenida Artêmia Pires e também as questões da área da lagoa. Como é que se pretende tratar essa questão?
“Nós vamos duplicar a Artêmia Pires, tem uma boa parte dela que já está pronta para ser duplicada, isso vai ser feito imediatamente. Estamos duplicando a Estrada Velha do Papagaio, a Rubens Francisco Dias, já ligamos a Airton Sena ao Papagaio, já fizemos a ligação da Fraga Maia, enfim nós estamos nesse vetor norte de crescimento da nossa cidade. Quanto as lagoas, existem problemas importantes. Estamos cadastrando todas as pessoas que estão naquelas áreas de proteção ambiental para que eles possam deixar aquelas áreas indo para um lugar que seja mais adequado e respeitando a legislação ambiental. Aqui na lagoa Salgado estamos preparando uma área para as pessoas circularem a lagoa toda, vamos fazer áreas de preservação em todas as lagoas de Feira de Santana, mais áreas para andar de bicicletas, para que as pessoas possam estar presentes na lagoa e serem basicamente os guardiões dessa grande cidade que o tempo inteiro começou como ‘Feira de Santana dos olhos d’água’. São essas lagoas que a gente precisa cada vez mais preservar, essas pessoas que precisaram ocupar, até por necessidade, vamos dar condições para que elas possam continuar morando com dignidade”.
Candidato, a prefeitura tem 21 secretarias, seis autarquias sendo que apenas três mulheres estão à frente dessas estruturas que muita gente já está há mais de 20 anos. O senhor acredita que existe a necessidade de mudança ou não?
“Existe e é necessário. No meu governo, eu agradeço a Deus se isso acontecer, eu sei que vai acontecer, temos que fazer uma reforma e uma renovação. Nós não pretendemos ampliar o número, mas é necessário que possamos fundir e para podermos criar eu pretendo criar, vou criar imediatamente a Secretaria da Mulher. As mulheres são maioria em Feira de Santana e vão ter um espaço necessário que ela ocupa, mas é importante também que nós não aumentamos as despesas então vai haver uma readequação sim. A prefeitura tem um número grande de pessoas e colaboradores, mas durante todo esse tempo nós precisaremos ajustar uma nova realidade, inclusive do ponto de vista da tecnologia. A tecnologia está nos aproximando, mas eu pretendo ter uma ação cada vez mais fortemente em Feira de Santana ser cada vez mais tecnológica, para a gente poder atrair muito mais pessoas, startups, temos um ramo que está funcionando, mas é importante que nós também temos uma Secretaria das Mulheres, porque a maior parte da população é mulher, mas isso sem ampliar a quantidade de secretarias e superintendências existentes também”.
Sobre o transporte coletivo urbano BRT, a gente vê que ele está entrando em operação na Avenida Getúlio Vargas, mas surgiu muitas reclamações da população de que ele deveria beneficiar os bairros mais populosos. O senhor tem alguma proposta ou alguma solução em relação a essa reclamação da população?
“A questão do BRT foi muito politizada, ocuparam os lugares de trabalho, tem gente que se amarrou em árvore, dizendo que ia acabar as árvores da Getúlio Vargas, tudo é evidentemente mentira, mas nós começamos a replantar. São os dois maiores corredores que congregam 70% das pessoas que transitam em Feira de Santana, que na Getúlio Vargas e na João Durval. Vamos ampliar sim o BRT vai ser grande parte da mobilidade urbana tanto a parte sul, que é aquela parte do posto no Tomba quanto a partir do norte até depois da universidade. São áreas naturais de expansão do sistema integrado de ônibus e vans, mas muito mais importante que nós temos o BRT, que é um transporte rápido para poder reduzir o tempo das pessoas saindo de um determinado lugar até o destino, mas a mobilidade urbana também é fazer ciclovia, nós vamos fazer algumas ciclovias na Maria Quitéria, na Fraga Maia, chegando na universidade outra, porque nós pretendemos ter vários modais. Vamos mudar o sistema de sinaleiras que é analógico para digital para poder as pessoas terem mais segurança. As faixas de pedestre elevada para dar mais segurança as pessoas, enfim eu acho que nós temos que fazer um grande projeto de mobilidade urbana e o BRT é uma parte deles”.
Candidato, acho que todos nós concordamos que é preciso melhorar o índice do IDEB, mas se a gente comparar o que saiu agora para o último, nós tivemos uma pequena evolução, mas está ainda longe do ideal. Como o senhor pretende melhorar esse quadro em tão pouco tempo depois de um ano como esse?
“Esse ano praticamente não existiu. As criancinhas que iam escrever as primeiras letras nem isso fizeram. Nós estamos preocupado com essa questão das epidemias. Estamos vinculados com a Prefeitura de Salvador, com o Governo do Estado, que está no Conselho de Educação e proíbe que as aulas presenciais retornem nesse momento. Eu acho que nós vamos ter que voltar, se os pais autorizarem as crianças voltam, segundo é necessário que a gente passe a ter metade das turmas frequentando as aulas e metade não pode ser presencial. Então nós já estamos comprando computadores da prefeitura, já tem mais de 7.000 computadores comprados e vamos ampliar isso para buscar mais conteúdos, para que as pessoas possam ter aula à distância. Então nós estamos nos preparando, preparando professores, mas os pais precisam concordar que seus filhos possam votar a escola. Estou muito preocupado com isso, mas a alternativa vai ser termos aulas não presenciais”.
Ainda falando sobre educação, nós temos dados muito importantes. De acordo com a secretaria, são apenas 34% das escolas que possuem biblioteca e 21% de atendimento especializado. Como o senhor pretende mudar esse quadro?
“Nós vamos ampliar agora inclusive com os computadores e o ensino à distância que é algo novo. Nós estamos diante de um grande desafio e vamos aceitar enfrentar e vencer esse desafio. Nós queremos colocar ar-condicionado, já estão comprados, em todas as escolas. Estamos colocando inclusive energia solar, tem uma escola que já está pronta, com essa tecnologia também, mas o mais importante vai ser a gente melhorar os índices do IDEB, mas nesse momento agora também com novas tecnologias e as novas tecnologias estão chegando e vai chegar para ficar. Reitero que a prefeitura já tem computadores para uma boa parte dos alunos também e nós entendemos que esse investimento é necessário para o crescimento das pessoas”.
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