Em Chapecó, Lajeado São José está com 5% da capacidade e não há previsão de chuva

A barragem do Lajeado São José, que abastece a área urbana de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, continua com o nível de água oscilando entre 5% e 10%. O município decretou situação de emergência por conta da estiagem que castiga a região. A situação é preocupante uma vez que, segundo a Epagri, não existe expectativas de chuva relevante para os próximos. 

Em Chapecó, nível do lajeado São José bate recorde de 11 anos  – Foto: Reprodução/ND

O prefeito Luciano Buligon assinou o Decreto de Situação de Emergência com vigência de 180 dias. Além de pouca chuva, a precipitação no município tem sido esparsa e mal distribuída, o que dificulta ainda mais as atividades produtivas, lavouras, produção animal, oferta de água nas fontes, açudes, e até mesmo, poços profundos.

Captação de água

Segundo o superintendente executivo da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) de Chapecó, Daniel Domingues Scharf, o abastecimento ainda não está comprometido, mas se continuar sem chuva a situação tende a piorar chegando a possibilidade de racionamento de água no município.

A Casan está captando 50% de água do Lajeado São José e outros 50% do Rio Tigre, manancial secundário. Scharf alerta que o município enfrenta uma das piores estiagens dos últimos anos e ressalta a importância da conscientização da população no consumo de água. “As bacias hidrográficas estão com a capacidade muito abaixo do normal. Se as pessoas não fizerem o uso consciente e racional corremos o risco de ficar sem água nos próximos meses”. 

Cenário tende a piorar

De acordo com o meteorologista da Epagri, Marcelo Martins, durante a tarde desta sexta-feira existe uma expectativa de chuva abaixo de 5 milímetros. No sábado também pode ocorrer chuva mal distribuída e com pouco volume. Depois disso, o próximo indicativo de chuva será no dia 11 de novembro, ainda assim abaixo do esperado. “Nos últimos 30 dias a região teve precipitação variando entre 20mm e 60mm e a média mensal é em torno de 160mm, muito abaixo do normal”, explica.

Estiagem afeta comunidades no Oeste de SC – Foto: Luis Iranzo Navarro Olivares/Pixabay/ND

Martins destaca que a região Oeste tem ficado até 15 dias sem chuva e tem chovido três vezes menos do que chove em média na região. “É um cenário muito crítico porque o tempo seco, o calor excessivo e o solo ressecado prejudicam ainda mais a situação”, explica ele.

O meteorologista explica que estamos vivendo o fenômeno La Ñina com chuvas acima da média no Litoral e seca no Oeste. No mês de novembro a tendência é chover menos ainda e a tendência se estende até a primeira quinzena de dezembro. “No fim de dezembro e início de janeiro, quando geralmente chove bastante, também teremos chuvas abaixo da média”, acrescenta.

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